Mundo empresarial

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Todos dizem que o empresário brasileiro é, antes de tudo, um valente. Percorre a imensa estrada da burocracia para abrir uma empresa e, após esse ato de desassombro, paga pesadíssima carga de impostos para manter seus funcionários. Além disso, enfrenta os percalços da variação cambial e os acessos de tosse da política econômica dos ministros que conduzem a área econômica do país. O segredo dos profissionais das empresas bacanas é: contratar gente melhor do que eles e deixar essas pessoas brilharem. O contrário disso é contratar pessoas piores do que os empresários para não fazer sombra aos chefes. Isso transforma a vida dos subordinados num inferno. Contratar gente ruim significa, para o chefe, ter que trabalhar mais e de uma maneira muito menos inspiradora – ele terá que fazer seu trabalho e também, em grande medida, o do funcionário. Em muitas empresas existem três castas de funcionários: os que possuem certidão de pertencimento (filhos de alguém), direito de matrimônio (você é casado com alguém) ou por direito de indicação (apadrinhado de alguém) – Adriano Silva, treze meses dentro da TV – Editora Rocco.
Minha filha se forma em Relações Internacionais (curso realizado na FAAP – Fundação Armando Alvares Penteado – SP) e trabalha numa fundação de Ruth Cardoso de Mello em que prospectam projetos ligados à aplicação em área social. E o mundo acima descrito suscintamente demonstra alguns dos desafios que Georgia enfrentará quando representar empresas no Brasil. Ela é valente, foi ao velho mundo aos dezessete anos desacompanhada, depois ao Canadá, depois à Colômbia. Encarou São Paulo onde ninguém é deveras importante, onde há minúsculos guetos de solitários, onde o dia se torna pequeno e anoitece cedo demais assim como o amanhecer é supérfluo para uma cidade que nunca dorme. No meu mundo empresarial-familiar os filhos devem ser melhores dos que os pais, é o que almejo. No meu caso ser melhor do que eu não deve ser muito difícil mas, fico feliz. Também trabalho para que meus alunos sejam melhores. Não é bom sinal que um aluno saia pior do que o mestre. Parabéns a minha menina, que tem todos os méritos pela trajetória, a gente somente deu suporte para o vôo. E ela não decepcionou, ao contrário, enche de orgulho toda a família.


Fora disso, leio que meliantes, mesmo enjaulados, dão as cartas a seus asseclas para movimentar o mundo da maracutaia e dos interesses escusos. Exemplo que tem escola no mundo dos traficantes de drogas que ditam ordens da prisão. A perpetuação no poder enreda alianças tido como improváveis – não há vácuo no poder, o poder será ocupado. E os eleitores não percebem como a coisa toda se desenvolve. A maioria sequer reclama. As redes sociais e os jovens deverão fazer a diferença nessa eleição de outubro. E farão aquilo que nós velhotes não soubemos conduzir.

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