Município aposta em diálogo para aumentar votação

Nos últimos dois anos, Passo Fundo ficou sem o recurso do programa por não atingir o número mínimo de eleitores. Neste ano, votação será de 26 a 28 de junho

Escrito por
,
em
I Encontro da Região Funcional 9 foi realizado na tarde de sexta (15), na UPF

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

Após dois anos consecutivos sem receber o recurso da Consulta Popular por não atingir o número mínimo de votantes, Passo Fundo traçou uma estratégia diferente para a edição deste ano. Neste mês, membros do Conselho Municipal de Desenvolvimento (Comude) estão se reunindo com instituições de ensino, saúde, entidades e empresas da cidade. O objetivo das visitas, de acordo com o coordenador dos Conselhos Municipais, Roberto Ariotti, é relembrar a comunidade a respeito da importância de participar da votação.


“Em conjunto com o Comude, nós fizemos uma leitura nos últimos seis anos e identificamos que um fator primordial para o sucesso da consulta é o diálogo com a comunidade. Entendemos que não havia possibilidade de alcançarmos o coeficiente mínimo de votação sem dialogar com a comunidade e sem buscar a formação de uma rede de apoio para divulgação e votação nos dias da Consulta Popular”, explica. Ariotti reforça que participar da votação é um ato democrático importante, uma vez que nesta ocasião o cidadão consegue ajudar a escolher, diretamente, qual será a destinação do dinheiro público.


No último ano, 1,6 mil eleitores votaram por Passo Fundo. O número representou 1.17% dos eleitores da cidade. A regra do programa estipula que, municípios com mais de 120 mil votantes, precisam ter pelo menos 1.5% de votos para angariar os recursos. O percentual de corte era um dos mais baixos, já que em outros municípios o índice de votos precisava ser superior a 6%. Com mais de 146 mil eleitores, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), eram necessários 2,1 mil votos para que Passo Fundo estivesse apto a receber parte do valor destinado ao Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede) Produção. O coordenador reforça o pedido para que os eleitores de Passo Fundo fiquem atentos ao dia de votação e contribuam para que o Município não fique sem o auxílio financeiro em 2019.


Votação é neste mês
A votação dessa edição será de 26 a 28 de junho. Porém, a Consulta Popular começa bem antes do dia de eleger as prioridades da região. O processo tem início com uma Assembleia Pública Regional, em cada uma das regiões dos 28 Coredes. Esta assembleia é aberta à população, e nela o governo apresenta a situação financeira e orçamentária do Estado e os Coredes apresentarão o seu Plano Estratégico de Desenvolvimento, que servirá de base para a discussão das demandas de cada região.


O passo seguinte é a realização de Assembleias Públicas Municipais e/ou Microrregionais nos 497 municípios do Estado, quando são discutidas e escolhidas as prioridades do município, que posteriormente irão compor a cédula de votação da Consulta Popular. Estas Assembleias são abertas a todos os cidadãos do município, podendo votar os maiores de 16 anos. É nesta etapa que são eleitos os delegados para a Assembleia Regional Ampliada que irá definir a cédula de votação da região na Consulta Popular.


A terceira etapa são as Assembleias Regionais Ampliadas. Elas serão constituídos pela Assembleia do Corede da região, pela Comissão Regional escolhida na primeira etapa (a Assembleia Pública Regional) e pelos delegados eleitos nas Assembleias Municipais, atribuindo a cada delegado um voto. A partir das prioridades apontadas nas assembleias municipais, a Assembleia Regional Ampliada estabelecerá as demandas que farão parte da cédula de votação da Consulta Popular.


O Corede Produção realizou essa etapa em maio. As seis demandas definidas incluem projetos nas áreas de agricultura, segurança, obras públicas, meio ambiente, e educação. As demandas escolhidas na votação irão constar do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA/2019). Estão habilitados a votar apenas os eleitores com domicílio eleitoral no Rio Grande do Sul. Os eleitores poderão votar em apenas um dos Programas ou Ações constantes da cédula de votação. A votação será apenas em meio digital, de forma on-line por meio do site da Consulta Popular e de forma off-line, através de aplicativo desenvolvido pela PROCERGS, e disponibilizado para uso dos Coredes e Comudes para a captação de votos. Para votar é necessário o número do seu título de eleitor.


Confira as demandas do Corede Produção
1 - SEAPI - Manejo e Conservação de Solo
2 - SSP - Videomonitoramento e cercamento eletrônico
3 - SOP – Apoio a recuperação de estradas vicinais
4 - SEMA - Implementação de Planos, Programas e Projetos Ambientais
5 - SDR - Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura Familiar
6 - SEDUC - Implementação de espaços pedagógicos que favorecem a
aprendizagem


Corede Produção realiza I Encontro da Região Funcional 9
O Corede Produção reuniu, na tarde desta sexta-feira (15) lideranças políticas para o I Encontro da Região Funcional 9. A atividade foi realizada na Sala dos Conselhos, no prédio da Reitoria da Universidade de Passo Fundo (UPF), Campus I, e contou com a participação de prefeitos, secretários municipais, presidentes de Coredes, presidentes dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento (Comudes) e representantes de entidades de classe. Também estiveram presentes o reitor da UPF, professor José Carlos Carles de Souza, e a vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários, professora Bernadete Maria Dalmolin.


Durante o Encontro, foram apresentadas as percepções da região e dos municípios sobre o desenvolvimento regional e as ações desenvolvidas pelos Conselhos. Além disso, foi apresentado o Plano Estratégico de Desenvolvimento da Região Funcional 9. De acordo com a presidente do Corede Produção, Munira Awad, que também é presidente do Fórum Estadual dos Coredes, a reunião teve como principal objetivo mostrar a importância dos planejamentos estratégicos que foram feitos pelos 28 Coredes e dos projetos que já estão postos e gravados na Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão do estado. “Hoje, é mais um espaço para que cada Corede apresente um pouco dos seus cases de sucesso, dos movimentos dos seus municípios, para que a gente possa alinhar, de fato, uma discussão mais forte para dar sustentabilidade a esses Conselhos de Desenvolvimento Regional que impulsionam e articulam o grande desenvolvimento do estado do Rio Grande do Sul”, explicou.
Durante a abertura do Encontro, o reitor da UPF deu as boas-vindas a todos e ressaltou o significado dos Coredes para os municípios da região. “O trabalho realizado ao longo desses anos tem demonstrado que onde tem um Corede atuante, as coisas acontecem, e isso é importante para todos nós, inclusive para as universidades, já que vários Coredes têm relações com universidades e nós sabemos o quanto isso é fundamental para pensar e planejar o desenvolvimento local e regional”, destacou o professor José Carlos, que aproveitou a oportunidade para agradecer a parceria de todas as lideranças políticas durante os oito anos que esteve à frente da UPF.


Reitora eleita da UPF, a vice-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários reforçou o compromisso da nova gestão no fortalecimento da gênese comunitária da Instituição. “Nós queremos, de fato, dar continuidade a esse trabalho lindo que foi desenvolvido ao longo desses 50 anos, continuar dando sentido às nossas comunidades, a todos os segmentos sociais que compõem nossa grande macrorregião Norte, buscando sempre qualificar o trabalho acadêmico, que é a nossa missão mais específica”, completou a professora Bernadete.


A região da Funcional 9 abrange seis Coredes – Alto da Serra do Botucaraí, Médio Alto Uruguai, Nordeste, Norte, Produção e Rio da Várzea –, totalizando cerca de um milhão de pessoas, o que corresponde a 10% da população gaúcha. Na última década, a região registrou um crescimento de 0,13% ao ano.

Gostou? Compartilhe