Município tem 1,4 mil doses para vacinação geral

Com o encerramento da campanha de vacinação contra a gripe, desde ontem as doses remanescentes estão disponíveis ao público geral, independente de faixas etária

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Campanha encerra com terminarem as vacinas

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Passo Fundo tem disponíveis cerca de 1,4 mil doses da vacina da gripe para qualquer pessoa interessada em ser imunizada. Com o fim da campanha para os grupos prioritários, as doses remanescentes são distribuídas nas unidades básicas de saúde para quem tiver interesse. No Estado, mais de 3,1 milhões de pessoas se vacinaram. Em Passo Fundo, já foram mais de 42,9 mil pessoas imunizadas, o que representa pouco mais de 87% da meta estipulada entre os grupos prioritários da vacina.


Conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde, dentre os grupos prioritários os que alcançaram maiores índices de vacinados foram os de indígenas, que chegou a ser três vezes maior do que o esperado, e o de idosos, que chegou a 103,77% da meta. No caso das crianças, a estimativa era de se vacinar 11,3 mil, mas apenas 7,1 mil foram imunizadas. Este foi o menor índice vacinal entre os grupos prioritários. No Estado, dados registrados até a última sexta-feira, também indicavam que a menor cobertura está no grupo de crianças menores de 5 anos de idade. Das quase 600 mil que fazem parte desta faixa etária no RS, apenas 61,9% foram vacinadas. Entre os demais grupos, a maior adesão foi entre as pessoas acima dos 60 anos, que os mais de 1,3 milhão de pessoas vacinadas significaram uma cobertura superior a 91%, ultrapassando a meta da campanha que era 90%.

 

Importância da vacinação
O vice-diretor Médico do Hospital São Vicente de Paulo, Júlio Stobbe, destaca que a vacinação das crianças é responsabilidade dos pais. A opção por não vacinar uma criança é um ato de irresponsabilidade com o próprio filho e com o filho dos outros. Não apenas no caso da vacina contra a gripe, mas também relacionado a outras doenças, ele destaca que não há nenhum motivo científico que justifique a não vacinação. “Na medida em que uma criança não é vacinada e contrai a doença, ela pode ser fonte de transmissão para outras crianças”, reforça.


De acordo com o médico, as pesquisas indicam quais os grupos prioritários devem ser vacinados, tendo em vista o número de complicações que a doença pode causar. Em 2009, por exemplo, quando ocorreu a pandemia, muitas gestantes, idosos e crianças tiveram problemas graves em decorrência do vírus influenza, que causa a gripe, e muitos óbitos foram registrados. O médico ressalta que os demais grupos de pessoas também são suscetíveis ao vírus, no entanto, geralmente apresentam quadros mais brandos com sintomas e complicações menos graves. Mesmo assim são transmissores do vírus que pode ser transmitido para pessoas de grupos de risco, por exemplo.


O último boletim do Ministério da Saúde mostra que, até 16 de junho, foram registrados 3.122 casos de influenza em todo o país, com 535 mortes. Do total, 1.885 casos e 351 óbitos foram por H1N1 e 635 casos e 97 óbitos por H3N2. Foram registrados 278 casos e 31 óbitos por influenza B e 324 de influenza A não subtipado, com 56 mortes.

 

Mito
Um dos mitos difundidos e que acabam por fazer com que as pessoas não se imunizem é o de que a vacina causa gripe em quem é vacinado, o que não é verdade. Stobbe explica que a reação mais comum à vacina é uma dor localizada no local da aplicação. Além disso, mesmo pessoas vacinadas podem ficar resfriadas, uma vez que a vacina imuniza contra os vírus mais agressivos da gripe. “A pessoa pode desenvolver um leve resfriado, mas é incomparável com a gripe que tem sintomas mais destacados, com febre mais elevada, dor muscular e articular, dor de garganta e tosse, além das complicações”, diferencia. Isso acontece porque os vírus causadores de gripes e resfriados são diferentes. As vacinas são feitas com base nos vírus influenza que circularam pelo hemisfério norte no semestre anterior e são feitas anualmente devido às mutações que os vírus sofrem.


Resultados no RS
Crianças: 371 mil (61,9%)
Trabalhador de saúde: 254,6 mil (81,3%)
Gestantes: 70,3 mil (66,3%)
Puérperas: 15,7 mil (90,4%)
Indígenas: 21,7 mil (96,3%)
Idosos: 1,34 milhão (91,3%)
Professores: 106,4 mil (89,6%)
Total dos grupos prioritários: 2.175.919 (82,2%)
Sistema Prisional: 29,9 mil
Comorbidades: 640,1 mil
Outros: 283,1 mil
TOTAL DE DOSES APLICADAS: 3.165.752

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