Nações e direitos humanos

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Celebramos os 70 anos da proclamação universal dos Direitos Humanos, com várias conquistas para a vida em sociedade em campos bem nítidos. Em alguns aspectos, no entanto, constatamos a degeneração de liberdades que afetam a compreensão do que deva ser princípio intocável do respeito a toda a criatura. O estado permanente de guerra tem a conivência criminosa das principais potências mundiais. O continente africano é dizimado sob a maior crueldade em meio às lutas fraticidas de países que dispersam recursos naturais de subsistência em tiranias. Nações ricas das potências europeias e Estados Unidos usam a interferência ambígua e condicionada ao interesse de grandes grupos multinacionais, de sua própria hegemonia. O interesse imperial dessas mesmas potências não ataca devidamente os tiranos a não ser para manobrar interesses na exploração de riquezas, especialmente diamantes, alta mineração, e o petróleo. Raros exemplos de lutas internas, como a luta contra o Apartheid na África do Sul chegam a um patamar de igualdade social.O movimentodas nações que assinaram o tratado dos Direitos humanos como consequência imediata após a última guerra mundial, em 1948, veio eivado de intervencionismos que protegem o poder econômico. Esses interesses toleram a extrema miséria, fome e extermínio em várias nações africanas. As ditaduras, todas elas, que assolam países em desenvolvimento ou pobres do planeta, sofrem tutela ou omissão das potências que confundem as liberdades essenciais.

 

Morte no campo
Os movimentos sociais e democráticos que hoje lutam pelo acesso à terra são vistos, pelos comandos de opinião, como ameaça à propriedade privada. O que acontece ainda hoje é o paradoxo, verdadeiro abismo de acessibilidade fundiária. Respeitável parcela das grandes propriedades rurais tiveram início em favoritismos históricos, acentuados no recente período da ditadura militar do Brasil. O regime cartorário burlado e a força armada paralela expulsaram ocupantes ou posseiros de terras da União em pequenas áreas antes que legalizassem as propriedades de subsistência. Os movimentos sociais de reforma agrária também praticaram atos de invasão ou ocupação em circunstâncias de discutível legalidade, mas sem o poder de pressão dos que literalmente invadiram territórios imensos de áreas públicas, até hoje em litígio desigual, se comparado aos avanços do MST.O que agrava é a escalada da violência com o recente período de assassinatos de 1.833 campesinos, conforme revela levantamento desde 1985, até hoje.

 

Crueldade
No último sábado, dia 8 de dezembro, o acampamento de Alhandra, na Paraíba, foi invadido. Dois líderes assassinados. José Bernardo da Silva e Rodrigo Celestino lideravam grupo de camponeses que sobreviviam de hortaliças, mandioca, mais alguns produtos que vendiam no cultivo de uma terra ocupado por improdutiva. Eles foram fuzilados. O trauma da luta pela terra ainda estava vivo após massacre de 25 de maio deste ano na Paraíba, onde foram mortos covardemente dez trabalhadores rurais de uma ocupação. Armas potentes cuspiam rajadas por todo lado e os jagunços riam do terror que espalhavam entre as famílias nos barracos. A letargia nas políticas de assentamentos agrários e o desmando brutal não são devidamente considerados oficialmente. Prevalece a política de demonização dos sem terra, e nada mais.


Liberdade
Em tantos momentos da vida humana, como no massacre nazista, a falta de liberdade levou-nos a não nos reconhecermos como humanos. Um sobrevivente ao holocausto que vive no Brasil, ao sair de casa e poder andar pela cidade definiu: Pequenas liberdades são imensas, se você esteve no inferno!

 

Mandela
Nelson Mandella construiu movimento de salvação e liberdade na África do Sul, ao perseverar na luta pela igualdade racial. Disse que negar o direito de alguns é oprimir a todos, até o direito de ser solidário.

 

Mesa Um no Capingui
A caravana da confraria Mesa Um do Bar Oasis terá o encontro de encerramento das atividades de 2018, neste sábado, sob a presidência vitalícia do Dr. Rui Carlos Donadussi. Será ao meio dia, na casa de campo do empresário Vis Gabriel, no Capingui, e o tradicional churrasco assado no fogo de chão.

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