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De um lado, a edição de estreia da revista Água da Fonte, veículo oficial da Academia Passo-Fundense de Letras, publicada em dezembro de 2003 (v.1, n.0, dez 2003). E, do outro, a edição de O NACIONAL, de 26 de dezembro de 2018 (Ano 94 – Nº 27.027). Entre ambas, algo em comum: Pablo Morenno.


Em Água da Fonte, assinam textos de opinião, exaltando as qualidades literárias do novel e promissor escritor Pablo Morenno, Helena Rotta de Camargo, Paulo Becker e Gilberto Cunha. Em O NACIONAL, o jornalista Gerson Lopes dá a chancela de qualidadeà entrevista (páginas 10 e 11) que nos revela o escritor consagrado Pablo Morenno. Em Água da Fonte, o vaticínio; em O NACIONAL, passados 15 anos, a materialização do que era apenas uma promessa em 2003.


Na aludida edição de Água da Fonte, Helena Rotta de Camargo, na página 16, começaexaltando o talento do jovem escritor que, na ocasião, recém lançara o livro de crônicas (Por que os homens não voam?, pela WS Editor). Louva a trajetória do menino idealista, que recebeu formação religiosa em seminário católico (dos 11 aos 20 anos); que cursou Filosofia (bacharelado e licenciatura); que cumpriu três anos de um programa de Teologia; que estudou e se bacharelou em Direito; que, em 1993, ingressou como funcionário federal do Tribunal Regional do Trabalho (atuando, ainda hoje, como assistente de juiz); que trabalhava como professor de língua espanhola em cursos preparatórios de estudantes ao vestibular; e que, indubitavelmente, sobressaia-se pelo acúmulo de talentos para prosa, poesia e música. Na sequência, Paulo Becker, na página 17, nos apresentava Pablo Morenno como um cronista consumado, colocando-o, pela atenção especial que dava à linguagem, quando da transposição da realidade à literatura, ao lado de nomes como Rubem Braga, Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos. E Gilberto Cunha (não por acaso, o escriba que assina essa coluna), na página 18, destacava Pablo Morenno como o dono do melhor texto da imprensa de Passo Fundoe, possivelmente, o nosso melhor escritor do século XXI. Mas, insistia que comparar Pablo com Rubem Braga, ainda que não fosse algo despropositado, era covardia. Pablo Morenno estava apenas começando na crônica e Rubem Braga (1913-1990) já era uma saudosa lembrança. Rubem Braga escreveu cerca de 15 mil crônicas, tendo se notabilizado por textos inesquecíveis como “Ai de ti, Copacabana!”, “Aula de inglês”, “Homem no mar” e “O pavão”, entre outros. Pablo também tinha as suas crônicas especiais: “Sobre cacos de vidro”, “Jô e o buraco negro”, “Máquinas para atender”, “E Deus fez a mulher” e muitas outras que formam a seleção e elite do seu livro de estreia.


Gerson Lopes é quem, efetivamente, nos apresenta o atual escritor Pablo Morenno. A grande mudança na vida de Pablodeu-se em 2014. Foi quando ele decidiu abraçar, de fato, a carreira de escritor/editor. Abdicou de cargos que ocupava no TRT- 4ª Região (permaneceu como assistente de juiz), criou a PhysalisEditora, passando a publicar os próprios livros, e começou a trabalhar intensivamentecom alunos e professores nas escolas. Unindo talento e muito trabalho, deu certo! Pablo, hoje, cumpre uma agenda deaté 12 eventos culturais, por mês, fora de Passo Fundo, e já vendeu mais de cem mil livros.


Depois de “Por que os homens não voam?”, veio o aclamado “Flor de Guernica” e uma série de livros infantis, que lhe deram muitos prêmios e prestígio como escritor, caso de “Minha avó tecia o mundo” e “Alfabeto poético dos nomes”, que acaba de recebero troféu CarlosUrbim, da Academia Rio-Grandense de Letras, comomelhor livrona categoria infantil.


Pablo Morenno, marido da Daniela e pai do Erick, é, reconhecidamente, o principal escritor passo-fundense (embora tenha nascido em Belmonte, SC) da atualidade. E aqui eu me penitencio sobre o que escrevi, profeticamente, em 2003, quando disse que Pablo Morenno era o nosso melhor escritor do século XXI. Convenhamos, fui exagerado! Por enquanto ele ocupa esse lugar, mas ainda faltam 81 anos para acabar o século XXI e pode surgir alguém para esse posto.

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