Obrigado, catequistas

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O ser humano tem múltiplas necessidades e necessita de muitas pessoas com variados dons e competências para responder a estas carências. Do mesmo modo a Igreja se entende como Povo de Deus. Um povo ordenado que necessita de muitas pessoas com diferentes dons e carismas e que exerçam ministérios diferentes para que ela realize a sua missão e ajude os seus membros. As comunidades cristãs se movimentam, vivem, se renovam e realizam sua missão com a colaboração de milhares de voluntários. Pessoas que se sentem convidadas por Deus e pelas necessidades da comunidade a prestarem um serviço. Sabem que sua vida é missão e respondem ao chamado recebido.


No último domingo do mês de agosto, a Igreja Católica fala, reza, convida e agradece estes serviços prestados pelos leigos nas comunidades. Entre tantos ministérios quero destacar os catequistas. São milhares, das mais diferentes idades, condições sociais, formação acadêmica e profissional. Estão presentes em todas as comunidades com qualificação muito variada. As deficiências da formação são supridas pela dedicação e o amor que tem pelos catequizandos.


A palavra catequista tem a sua origem no verbo ecoar. Por isso, catequizar é fazer ecoar no catequizando uma notícia que já foi anunciada e que agora está chegando aos ouvidos daquela criança, ou jovem ou adulto. A notícia a ser anunciada é Jesus Cristo. “Deus nos ama, mas nosso pecado nos impede de acolher este amor, por isso ele enviou seu Filho Jesus Cristo que morreu na cruz e ressuscitou e assim nos salvou. Jesus Cristo é a nossa vida, nossa alegria: Ele é tudo para nós. O que Jesus fez por mim, pode fazer por você também.


O ser humano é um ser aberto à transcendência, ao religioso. Faz perguntas sobre a origem, o sentido da vida e a eternidade. A catequese se torna um espaço propício para refletir sobre estas perguntas existenciais que começam a incomodar desde a tenra idade. Perguntas que necessitam serem levadas a sério por fazerem parte da formação integral do ser humano.


A catequese levanta muitos assuntos do cotidiano e não poderia ser diferente. Os ensinamentos de Jesus Cristo destinam-se a ensinar a relacionar-se com Deus e com a pessoas. Propõem um modo de bem viver, de se relacionar, de superar as tensões. Quando é refletido o tema do perdão vem à tona os conflitos existentes no ambiente escolar e familiar muitas vezes acompanhados de violência física. Os catequistas nesta hora ocupam um papel importante ouvindo as dores dos catequizandos, o relato dos conflitos, administrando a agressividade, procurando diminuir as tensões e apaziguando os conflitos. Os catequistas se aliam aos pais e professores na educação.


A catequese para alcançar seus objetivos organiza e sistematiza os ensinamentos da religião; como também necessita de pedagogia adequada, tempo e periodicidade. São muitos dias e horas de dedicação. Isto exige compromisso, fidelidade e um grande amor pelos catequizandos. “Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria” (Documento de Aparecida nº 29). É esta convicção e alegria que move os catequistas.


A todas as (os) catequistas o nosso profundo reconhecimento e gratidão. Que Deus lhes conceda uma vida feliz e abençoada.

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