Ser santo

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O Dia dos Namorados e as Festas Juninas têm sua origem nas celebrações religiosas de Santo Antônio de Pádua ou de Lisboa e de São João Batista. A partir da vida destes santos, surgiram estas datas e eles nos provocam pelo seu testemunho, pela retidão moral, pela causa defendida e dedicação ao próximo.

Pessoas de grande competência profissional, de quaisquer áreas, têm uma grande admiração da sociedade. Ganham visibilidade, ocupam lugares públicos, formam opinião e parte delas enriquece. Tornam-se competentes pelos dons naturais, pelas oportunidades e pelo esforço consciente de progredirem no conhecimento e nas habilidades. Estas pessoas estimulam outras a alcançar os mesmos níveis.


Para alcançar a santidade, isto é, a competência ética e moral, parece que não há tanto empenho e nem encantamento. Reclama-se da ausência de profissionais em algumas áreas específicas, mas também temos a carência pessoas exemplares para convivência fraterna, na fidelidade familiar, no trato das coisas públicas, nas instituições, na superação das injustiças e da violência, no serviço ao próximo.


Com o desejo de ajudar os cristãos católicos e a todos os que se interessarem, o papa Francisco escreveu uma exortação apostólica: “Alegrai-vos e exultai” (Mt 5,12): sobre o chamado à santidade no mundo atual”. Com a carta o papa objetiva atualizar o chamado à santidade encarnando-o no contexto atual, com os seus riscos, desafios e oportunidades. A busca por uma vida santa desacomoda, livre de uma vida medíocre, superficial e indecisa.


Em cinco breves capítulos, o papa desenvolve o tema conduzindo o leitor a dar-se conta que a santidade não é assunto impossível e nem é projeto de vida para os outros, mas é desafio para cada pessoa. Citando o filósofo espanhol Xavier Zubiri recorda: “Não que a vida tenha uma missão, mas a vida é uma missão” (nº 27). Ela se realiza em todas as atividades cotidianas, no empenho de se entregar de corpo e alma na realização de cada compromisso. É realizar as ações ordinárias de maneira extraordinária.


Quando se fala de santidade, a referência são sempre os ensinamentos e as atitudes de Jesus Cristo. Todos os santos reconhecidos foram pessoas extraordinárias, mas limitadas e pecadoras, como também os profissionais competentes nem sempre acertam. Diz o papa: “Jesus explicou, com toda a simplicidade, o que é ser santo; assim o fez quando nos deixou as bem-aventuranças (Mt 5,3-12; Lc 6,20-23)” (nº 63). É um modo de viver “bem-aventurado”, isto é, “feliz”.” O papa, refletindo sobre estes ensinamentos do mestre Jesus Cristo, aponta para as seguintes orientações de vida: ser pobre no coração; reagir com humilde mansidão; saber chorar com os outros; buscar a justiça com fome e sede; olhar e agir com misericórdia; semear a paz ao nosso redor; abraçar diariamente o caminho do Evangelho mesmo que nos acarrete problemas.


Olhando mais de perto a cultura de hoje, o papa ressalta mais algumas atitudes a serem cultivadas que contribuirão para qualificar a vida. Aponta a mansidão e a paciência como remédio para curar o ambiente hostil e agressivo. Citando os ensinamentos do capítulo 12 da Carta aos romanos relembra que não se deve pagar o mal a ninguém com o mal, nem fazer justiça por conta própria, nem deixar-se vencer pelo mal, mas vencer o mal com o bem. Recorda que é preciso viver a vida com alegria e senso de humor, claro sem perder o realismo. Também lembra que a santidade é ousadia, é impulso, é coragem, é risco que supera a acomodação e o medo curando o que cheira a mofo e o ambiente doentio.

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