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Gênero humano 

Na semana passada, transcorreu o Dia Internacional da Mulher. Está aí um tema que não pode ficar no esquecimento. Houve época em que eu já estava considerando a data desnecessária e até discriminatória. Ledo e Ivo engano. A prova disso está num separatismo intrínseco que existe na abordagem cotidiana. Observem que expressões como ‘o papel da mulher’, já indicam uma divisão na forma de pensar. Infelizmente, ainda não atingimos um patamar onde sejamos todos, de fato, tratados apenas como gênero humano. Ou seja, as condições sociais igualitárias ainda não são aceitas com normalidade e continuam sendo tratadas como conquistas. Ora, se as mulheres ainda estão conquistando ou buscando espaços, é porque persistem as desigualdades. E não podemos confundir desigualdades com diferenças. As diferenças são fascinantes e exigem respeito, enquanto as desigualdades são prepotências arcaicas e devem ser abominadas. É por isso que essa data ainda se faz necessária, permitindo reflexões sobre as lerdas evoluções do ser humano.

Guerra de gêneros

A segregação é uma questão cultural, remonta milênios e iniciou pela ausência da equivalência de direitos. No andar da carruagem, houve mudanças em busca da equidade. Mas, consciente ou subconsciente, uma carga discriminatória permanece incrustrada no comportamento social. Machismo e feminismo são correntes extremistas. Incólume neste conflito, eu prefiro a felicidade sem rótulos. Porém, todos nós carregamos uma dose dessa conduta. Inclusive eu, que acabo de escrever machismo na frente de feminismo. Não sou de fazer gênero. Então, bem longe de uma guerra dos sexos, temos que evoluir e aprender a lidar com os gêneros. Todos, claro! 

Meu gênero predileto

Mas, sem feminismos ou machismos (observem a ordem), a gente vai brincando. Até porque nascemos para sermos todos felizes. Confesso, meu gênero predileto é o feminino. Quando falamos em homenagear as mulheres, alguém salta na frente e grita: “a mãe”. Calma. Mãe não vale, pois, além de hors concour, é nepotismo. Então coçamos a cabeça e ficamos em dúvida. Seria aquela de formas esculturais? A do sorriso contagiante? A mais tranquila e superparceira? A louquinha e mais cabeça? Difícil. Não há escolha, pois prevalece a igualdade. Mulheres lutadoras, mulheres encantadoras. Será que um dia teremos uma vacina para imunizar contra o preconceito e a discriminação? Aí, sim, a humanidade será feliz.

Por falar em gênero...

Gênero é um termo tão periclitante que até poderia propiciar ebulição em alguns vácuos encefálicos. Há casos em que a confusão provocada pelo gênero pode causar mal-entendidos genéricos. Como a polissemia permite múltiplas interpretações, muita gente que não compreendeu bem está apavorada. Um antigo comerciante, estabelecido na São Cristóvão, resolveu mudar a fachada do estabelecimento. Sujeito muito precavido, por via das dúvidas ele mandou retirar o pedaço da placa que continha a expressão “gêneros alimentícios”.

Trilha sonora

Nada mais alusivo do que a obra de Gilberto Gil, lançada em 1979. Aqui ao vivo cruzando violões com Caetano Veloso. Super-Homem a Canção. Use o link

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