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Nos tempos do ensino
Desde que ingressei no primeiro ano primário, vi e convivi com muitas alterações curriculares. Algumas eram tão estapafúrdias que, logo depois, foram reconsideradas. Eram denominadas como ‘reformas’ do ensino, mas na prática não reformulavam nada. Ao contrário, apenas suprimiam. As mudanças nunca objetivaram uma promoção da qualidade do ensino. Diminuíram cargas horárias, picotaram currículos e retiraram matérias importantes como latim, filosofia, francês, música etc. E essas mudanças não foram realizadas por técnicos ou para propiciar uma evolução da pedagogia. Eram obras políticas, claro, com direito a muitos discursos. Até a nomenclatura mudou e o ensino virou educação. Trocaram os nomes dos cursos e foram diminuindo a qualidade e a quantidade do que ensinavam nas salas de aula. Quando ingressei no segundo grau, que recentemente rebatizaram como ensino médio, foi exatamente no ano que iniciava uma dessas famigeradas reformas. A carga horária de física, por exemplo, representava 25% da aplicada no ano anterior. Nos primeiros dias de aula ficamos preocupados, pois todos já estávamos de olho no vestibular. Foi uma frustração, porque algumas matérias desapareceram do currículo e outras foram drasticamente reduzidas. E, numa época de manifestações unilaterais, o secretário de educação alardeava maravilhas sobre aquela maldita reforma. Estudantes e professores sabiam que aquilo estava errado. Mas no rádio a propaganda oficial dizia o contrário. E foi assim. Saímos de lá carregando as consequências para a vida.

Nos tempos da educação
Parece-me que reformar currículos é a única preocupação dos governantes. Por que não constroem escolas, remuneram dignamente os educadores e incentivam as pesquisas? No discurso se utilizam de comparativos com o ensino em países europeus, enaltecendo as suas qualidades e mostrando suas escolas como um excelente exemplo. Lá, bem sabemos, as cargas horárias e os currículos são muito reforçados. Então, se tanto elogiam, por que na prática fazem exatamente ao contrário? Ao invés de reforçar a educação, preferem soltar as rédeas e aplicar simplórias simplificações. Na prática, há muito anos, parece que o Ministério da Educação não teria mais nada a ver com o ensino. Calcado nas facilidades, tem o perfil de um ministério de desburocratização. A última pérola é a proposta de um autêntico mar das ausências através do ensino médio à distância. Tive que ler para acreditar. Aí reapareceu aquela pulguinha atrás da orelha. Indignada com essas injustificáveis facilidades, a velha pulga questiona: a quem isso interessa?

Mesa Um
Foi aberto o calendário de eventos da Mesa Um do Bar Oásis. Sábado ao meio-dia, o Salão Safira da sede campestre do Clube Comercial recebeu a primeira sessão solene do ano. O paraninfo do encontro foi o confrade Rubens Ruas, que recepcionou a eclética irmandade com o apoio da Equipe Cipriani. Por motivos de força imensurável, não pude estar em plenário. Assim, com minhas justificativas, solicito escusas ao Comandante Ruas.

Trilha sonora
A música de Burt Bacharach na voz da excelente cantora holandesa Trijntje Oosterhuis: Do You Know The Way To San Jose
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