Teclando

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Cumprimentando
As cidades cresceram e perderam algumas características da vida comunitária. Uma delas é o hábito de cumprimentar as pessoas nas ruas. Antigamente os cidadãos saudavam a todos indistintamente. O bom dia não era restrito aos amigos e conhecidos. Sim, a boa educação manda saudar a todas as pessoas. Pode ser um simples olá ou mesmo uma reverência com a cabeça. Mantenho o hábito de cumprimentar os conhecidos. Muitas vezes na dúvida, se conheço ou não conheço alguém, faço o mesmo pelo exercício natural de uma conduta ou apenas por um simples gesto. Observo que alguns, também com emplacamento antigo, mantêm o hábito de cumprimentar. Muitas pessoas eu aposto que não me conhecem, mas me cumprimentam porque são bem-educadas. Saudar é uma reverência aos semelhantes. Pode ser um gesto com a cabeça, com ou sem o auxílio das mãos, sonoro ou silencioso. Quando possível até paramos para um aperto de mãos, um abraço singelo, um exagerado quebra-costelas ou uma troca de beijos. Já na correria, disparamos indagações que expressam o nosso carinho. Tudo bem? Como vai? E aí? Ou simplesmente dizemos o nome da pessoa. Cumprimentar faz bem. Deixar de cumprimentar é uma falta de educação.

Cumprimentos

Que me desculpem aqueles que carregam concepções metropolitanas, mas por aqui neste nosso imenso interior a gente sabe quem é quem. E, quando não sabemos, respeitamos e recepcionamos com um sorriso e um bom dia. Infelizmente, agora, um simples gesto pode ser mal interpretado. Em algumas circunstâncias reside um antagônico risco de avaliação. De um lado observo que muitas pessoas esperam por um cumprimento, porém na antípoda podem compreender como ultraje ou desrespeito. Há circunstâncias em que fica difícil ser elegante, pois puxamos o freio de mão para não avançarmos o sinal. E, diante de um risco interpretativo, ficamos tolhidos no exercício da boa educação. Essa dúbia interpretação dos gestos é repressiva e até pode prejudicar a libido.

Cumprindo

Linda, jovem e com roupa fitness ela vinha em caminhada pela Brasil. Eu fazia o caminho inverso e nos cruzamos na esquina da Bento. Não havia como não observá-la. Exuberante, irradiava tentação com silhueta elegante e um detalhe característico da obra clássica do designer alemão Ferdinand Porsche. Observei muito bem e não consegui disfarçar a minha compulsiva admiração. Então ela retribuiu com um discretíssimo olhar. E foi assim, naquele rápido cruzamento dos olhos quando, automaticamente, mexi a cabeça e os lábios num cumprimento bem acanhado. Sorrindo, ela retribuiu. Pensei que estava rindo da minha conduta, classificando meu gesto como pretencioso ou algo errado. Mas, como os cruzamentos não estão limitados às ruas, ela surgiu do nada no Facebook. Foi muita coincidência, é claro. Ou sorte? Então olhei várias vezes para aquela teclinha ‘adicionar aos amigos’. Respirei fundo, me enchi de coragem e cliquei com força. E, acreditem, ela aceitou! Até aí tudo bem. Mas e agora, o que eu faço?

Trilha sonora
Pavarotti e Annie Lennox cantando juntos? Sim, Pavarotti & Eurythmics: There Must Be An Angel
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