Teclando

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As eleições
A memória ainda permite algumas recordações. Da primeira eleição presidencial que vivi, eu me lembro da vassourinha de Jânio Quadros. A vassoura populista não vingou e as forças ocultas varreram com o próprio Jânio. Somente 29 anos depois eu vivi a minha segunda eleição presidencial. A vassourinha foi substituída pelo jet ski de Collor, o Caçador de Marajás. Para mostrar a modernidade do candidato, até inventaram a desnecessária expressão ‘carreata’. Ora, já existia a palavra passeata, que significa um pequeno passeio e que pode ser feito a cavalo, a pé, de carro ou de barco. Também nesta eleição, contrariando a tradição de os candidatos debaterem sentados, copiaram o molde norte-americano. Desde então, os debates vem sendo feitos com os candidatos em pé. Mas a carreata da modernidade passou rápida e o impeachment transformou o caçador em caça. Depois disso, tivemos três reeleições, mais um impeachment e, neste ano, acompanho a minha eleição presidencial de número nove. De 1960 para cá, muita coisa mudou. Antigamente, a televisão era incipiente e a campanha tinha voz pelo rádio. Havia, claro, os grande comícios que atraiam multidões. Após um longo hiato no exercício do contraditório, a televisão assumiu a condição de palanque principal. Neste ano foi bem diferente. O exercício do contraditório esteve restrito às redes sociais que, sem mediadores, permitem a permeabilidade da permissividade. Saudades dos antigos comícios, dos discursos inflamados pelo rádio e dos debates com mediadores para impermeabilizar as palavras inadequadas.

Extremismos
Este ano tivemos um processo eleitoral movido pelo ódio. Foi a campanha da raiva, quando ser contrário a alguém tornou-se mais importante do que ser favorável a outrem. Bastava o sujeito dizer alguma coisa para, imediatamente, ser rotulado disso ou daquilo. Um fogo cruzado de pontos extremos, não permitindo opiniões independentes ou posições que não fossem as suas. Nessa guerra suja, o palco principal das batalhas foi o Facebook. Você colocava um simples comentário e, imediatamente, era torpedeado por insultos e respostas descabidas. Tão descabidas que, num mesmo comentário, recebi respostas antagônicas na postura, porém uníssonas no tom da agressividade. Sim, apedrejavam sem sequer ler aquilo que estava escrito. Isso é ódio explícito.

Antes da apuração
É muito importante observar que escrevo isso bem antes da apuração. Assim, independente dos resultados, espero que a ressaca pós-eleitoral seja reconciliatória. E que cessem as brigas entre amigos e até mesmo entre familiares. Exageros politiqueiros não fazem bem a ninguém. E parem de ficar passando mensagens com mentiras. Isso é muito feio. Ou já se esqueceram do que aconteceu com o Pinóquio?

Iracélio
Iracélio, que retornou do exterior na semana passada, deseja residir num país vizinho. Argentina e Uruguai estão fora. Então...

Férias
Por alguns dias levarei esta singela coluna para pegar um solzinho. Uma rápida oxigenada, uma troca de vibrações com os pés descalços e um dolce far niente para enxaguar a alma.

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Trilha sonora
A arte despertando a memória, para lembrarmos os bons tempos em que a simplicidade musical não tinha apelações. Cliff Richard & The Shadows -Unchained Melody
Use o link ou clique
https://bit.ly/2EM5Xhy

 

 

 

 

 

 

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