Teclando

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Patrulhamento censurador
Há um ranço no ar. Não é de agora e está aumentando. A divergência política fermenta nas redes sociais e exala um cheiro ruim. Ser a favor ou contrário é normal, faz parte do jogo democrático. Porém, houve a invasão das mentiras, que o estrangeirismo batizou de ‘fake news’. A partir disso acabou a credibilidade e não se sabe onde foi parar a verdade. Além disso, o ódio está explícito nas mensagens e nos comentários. Basta uma manifestação política contrária ou favorável que o circo pega fogo. O bom humor, então, desapareceu. Tente, por exemplo, fazer um comentário irônico e logo você será apedrejado. Pior. As respostas já chegam colocando rótulos disso e daquilo, além de vir com um tom ameaçador. Há um patrulhamento explícito que não permite o contraditório. Isso é equivalente à censura. O debate é salutar, mas exige o respeito e é necessário dar espaço para todas as ideias. Será que em tempos de redes sociais desaprendemos os princípios da reciprocidade numa discussão? E, o mais importante, da boa educação? Ora, no jogo político sempre houve telhados de vidro. Isso é normal. A argumentação é necessária e as piadas são o lado divertido da crítica. Já a falta de argumentos é apenas ignorância.

Febeapá

A vida pública brasileira sempre carregou piadas prontas. Surgiram, e continuam surgindo, muitas figuras caricatas pela maneira de ser ou pelo despreparo. Ora, também são piadas prontas. Tanto que lá por 1966, Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo de Sérgio Porto, escreveu um livro dedicado a essas preciosidades. É o Febeapá - Festival de Besteira que Assola o País. O excedente de matéria-prima permitiu uma série: Febeapá I, II e III. Se Sérgio Porto ainda estivesse entre nós, pois morreu em 1968, neste ano poderia lançar o Febeapá LIV. Ah, com certeza, esse 54º volume teria tudo para figurar entre os mais divertidos.

Asfalto

Já que as mudanças estão na ordem do dia, bem que poderiam abolir aquela lei que exige que os remendos na pavimentação asfáltica sejam desiguais ao original. Sim, deve existir uma norma que determina a obrigatoriedade de remendos diferentes. Isso vale para as rodovias e para o perímetro urbano. Alguém já viu uma emenda que não fique diferente do asfalto da pista? Não, né? Então deve ser lei. Existe, ainda, aquela mania de remendar com material frio onde deveria ser utilizado material quente. Sem falarmos na base que depois cede e surgem as famosas panelas. Não tenho conhecimentos sobre pavimentação asfáltica. Apenas convivo com os remendos. Isso, claro, quando já não são os reparos dos reparos. Basta reparar.

Iracélio

No Oásis, mas de olho em Brasília, Iracélio observou que o início do novo governo bate direitinho com as previsões do Pai Magno. Isso foi o suficiente para deixar o Turcão apavorado. “Vai que ele me acerta também no futebol”? De acordo com Magno, há chances de o Inter erguer uma taça. E isso para o Iracélio é inadmissível.

Trilha sonora
Em 1968, a música do compositor Nonato Buzar estava em alta. Era a Turma da Pilantragem, um swing-bossa bem brasileiro, onde um dos expoentes foi Wilson Simonal: Vesti Azul

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