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Quando falta educação

Por que pisar na grama se o correto é caminhar sobre a calçada? A pergunta surgiu ao observar o muito bem-cuidado canteiro central da Avenida Brasil, quadra entre a Bento e General Netto. É o ‘Largo Eloy Pinheiro Machado’, uma minipraça adotada pela Coleurb. Milhares de pessoas transitam diariamente por ali em harmonia com árvores, folhagens e a grama. Tundo é verde, inclusive os bancos. A exceção é um canteiro onde os mal-educados não deixam a grama viver. Será que a velha expressão “não pise na grama” ficou obsoleta? O marrom da terra (ou barro) desse pequeno espaço simboliza a falta de educação de alguns. Aliás, infelizmente, de muitos. O que assusta é que encontramos mal-educados em várias circunstâncias. Sexta-feira, eu estava na fila do Restaurante Requinte quando um bando de jovens passou na frente de todos e tomou conta de uma mesa. Não bastasse isso, ainda chamaram amigos que estavam no final da fila para também aproveitarem aquilo que consideram malandragem. Furar fila é desrespeito, falta de educação e ignorância. A educação vem de berço e pode ser aprimorada ou deteriorada pelo meio em que vivemos. O caminho, então, é a escola. Sim, através do ensino é possível evoluir e aprender a conviver em sociedade. Por isso mesmo é que a educação não pode diminuir. Nunca. Ora, como retroceder na evolução do conhecimento? Isso nem é piada. É crime contra a humanidade. Mas, bem sabemos, o exemplo vem de cima. Assim, os últimos atos que atingem a educação, a pesquisa e a cultura, são, mesmo que de forma inconsciente, incentivos à má-educação. Desta forma, surge um desleixo em relação aos princípios básicos de boa conduta e civilidade. O civismo só é possível com civilidade. E a civilidade é viabilizada pela boa educação. O desenho é simples. E começa com a ponta do lápis na educação. 

Portas fechadas
Estava indo tão bem... Mas, parece que o retrocesso está enraizado por aí. Em apenas três dias, os supermercados não abriram as portas em dois. Em Passo Fundo estiveram fechados na sexta-feira e no domingo. Sábado, na companhia de uma longeva dor de dente, enfrentei a chuva para ir a dois supermercados. Depois peguei filas nos caixas e ainda acabei me esquecendo de comprar dois itens. Imaginem a decepção de quem veio da região para comprar aquilo que não encontram em suas cidades? Em Erechim os supermercados também não abriram na sexta-feira e no domingo. Em Porto Alegre os supermercados funcionaram normalmente na sexta-feira e no domingo. Então, pergunto: Passo Fundo (202 mil habitantes) deve seguir o exemplo de Erechim (105 mil habitantes) ou de Porto Alegre (1 milhão 480 mil habitantes)? 

Saborosa penitência
Há 37 ou 38 anos, mantemos a tradição de preparar um bacalhau na Sexta-Feira Santa com os amigos Lorena e Aldrian Ramires. Este ano eles conseguiram reunir toda a família. A turma aumentou e lá estavam Mauricio, Augusto, Fernanda, Ana Paula, Leonardo, Gabriel, Sofia e Henrique. Desta vez os casais convidados foram Ione e Renan Zanin e Maria do Carmo e Olanir Grazziotin. Tudo em família, incluindo esse velho amigo agregado das panelas. A novidade é que, pela primeira vez, o Aldrian deu uma mãozinha na cozinha e descascou as batatas. Agradeço à Lorena pelo apoio logístico e à Ana pela mesa dos sonhos que nos preparou. E, assim, vamos preservando o costume de uma penitência de quase 40 anos. 

Entre a flauta e os búzios
Que o Grêmio seria campeão gaúcho eu já sabia. Está nas previsões do Pai Carlos Magno, publicadas em O Nacional. Aliás, além dos búzios, com Geromel e Kannemann a lógica também é incontestável. De olho em Brasília, em ano de Xangô e Iansã já começaram as movimentações internas no governo. Das farpas às intrigas internas, começam as trocas de nomes. Do futebol à política, o Painho está acertando todas. 

Guerra dos ovos
Religiosidade e tradição também movimentam o comércio. Páscoa, além da ressurreição, é simbolizada pelo coelho e um ninho cheio de doces. Sou do tempo em que predominavam as casquinhas de ovos pintadas à mão e recheadas de amendoim com açúcar. Mas agora predominam os ovos de chocolate. Houve época em que ocupavam um pequeno espaço nas gôndolas, depois passaram a cobrir os corredores. Este ano notei que o mercado de ovos de chocolate é muito competitivo. No mínimo uns cinco fabricantes colocaram promotores de vendas nos supermercados. A disputa pelos consumidores foi grande. Então imagino a alegria das crianças que receberam um delicioso ovo de chocolate na Páscoa. Presente do Coelhinho, é claro. 

Vandalismo
Pois na madrugada de domingo vândalos destruíram uma das portas da agência do Banco do Brasil, no centro de Passo Fundo. Pela largura do vidro, os vândalos eram muito fortes ou estavam muito bem equipados. Da baderna ao vandalismo a distância é mínima. A falta de educação conduz às ações criminosas. Essa foi uma.

Trilha sonora
A suavidade da música instrumental com o inglês Peter White – How Deep Is Your Love
Use o link http://bit.ly/2vgLw52

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