Tolkien vs Asimov

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Matéria na semana passada em um jornal da capital sobre o fechamento de uma cadeia de locadoras – e infelizmente tem gente que nunca entrou em uma na nova geração – aponta para o que parece ser o futuro estabelecido do serviço de consumo de filmes: o streaming. Saem de cena os relacionamentos, os papos de balcão,  as indicações... entram em cenas algoritmos feitos para limitar o acesso do público àquilo que a empresa quer. Tenho opiniões contrárias e favoráveis ao streaming – a maior crítica que faço é quanto ao serviço estar matando a boa cinefilia, ao concentrar na oferta e na facilidade de acesso ao cliente uma quase totalidade de filmes novos, matando a história do cinema no processo e mudando até o conceito do que é “bom” ou “ruim”. Muita gente vendo filmes significa muita gente opinando sobre filmes e os indicando a outros, mas educar-se cinematograficamente em uma Netflix significa também ter muito pouco parâmetro de comparação para saber o que é bom ou mau audiovisual.
A indicação do futuro vai se comprovando a cada semana. Veio também com dois anúncios recentes: o primeiro é que a adaptação de O Senhor dos Anéis para um seriado, que está em fase de pré-produção pela Amazon para seu serviço de streaming Primevideo, teve seu orçamento ampliado de 500 milhões para 1 bilhão de dólares (e já com 5 temporadas garantidas). O medo aqui é pela participação de Peter Jackson, depois do atentado cometido por ele na trilogia O Hobbit, que é descartável. Jackson criou uma obra-prima na adaptação de O Senhor dos Anéis para as telas, mas seria interessante ver uma visão diferente desse universo na nova série.
O outro anúncio foi feito pela Apple, que vai lançar um serviço próprio de streaming para competir com a Netflix e a Amazon: a trilogia de livros de ficção Fundação, de Isaac Asimov, vai se tornar uma série para TV. Um dos pilares da moderna literatura de ficção científica, Fundação foi publicado em três livros lançados no começo dos anos 50 e ainda são referência. A Apple apenas anunciou o início do projeto, mas não o início das filmagens.
Vem briga grande entre os serviços do streaming por aí.

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O público que vai aos cinemas ver um filme de Dwayne Johnson sabe o que vai encontrar: testosterona pura ou ação com humor. Às vezes divertido, como no recente Jumanji: De Volta à Selva, às vezes horrível, como no descartável Terremoto - A Falha de San Andreas. Espere um personagem heróico e tiradas engraçadinhas em momentos inoportunos, a solução que 11 entre 10 roteiristas de ação  encontram para inserir humor em um monte de explosões e cortes rápidos. A boa novidade é que Rampage - Destruição Total tem surpreendido parte da crítica - enquanto a outra parte diz ser mais do mesmo, vai entender - por conseguir trabalhar o estereótipo do personagem em um tipo de história que é feita para ver na tela grande: experimentos do governo transformando animais em monstros gigantes. Claro que eles acabam na cidade e provocam destruição. Se há um lugar para ver esse tipo de filme, é na tela grande - até a diversão fica menor preso à televisão. Rampage tem cópias dubladas e legendadas no Centerplex. 

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Alguém mais também está com a paciência se esgotando com The Walking Dead?

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