Passo Fundo retorna à bandeira vermelha

O Estado não acatou ao pedido de reconsideração do município

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· 2 min de leitura
Anúncio foi realizado pelo governador Eduardo Leite durante live (Imagem: captura de tela)

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A região de Passo Fundo passou para a classificação de bandeira vermelha no plano de distanciamento controlado. Embora o município tenha ingressado com recurso no último fim de semana, contestando a decisão, o Estado não acatou ao pedido de reconsideração. As bandeiras definitivas, anunciadas pelo governador Eduardo Leite na tarde desta segunda-feira (13), começam a valer amanhã. Por ter obtido bandeira vermelha por dois períodos alternados, dentro do prazo de 21 dias, a região de Passo Fundo entraria na chamada “trava de segurança” e, para retornar à cor laranja, precisaria alcançar bandeiras menos graves por duas semanas consecutivas. Assim, permaneceria sob os protocolos da bandeira vermelha, pelo menos, até o dia 27 de julho. No entanto, durante a transmissão ao vivo, o governador Eduardo Leite anunciou que esse gatilho de segurança estava sendo revisto e que a aplicação da bandeira vermelha poderá ser reconsiderada na próxima sexta-feira.

"A Região de Passo Fundo apresentou melhora em 1 dos indicadores que abrangem dados específicos da região, embora outros dois se mantenham em avaliação de risco máxima (bandeira preta). A piora nos indicadores de Capacidade de Atendimento macrorregional e estadual elevaram a média final da região para a mais alta do Estado juntamente com Palmeira das Missões", explica o documento com o levantamento da décima rodada.

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O estado tem 10 regiões em bandeira vermelha (alto risco epidemiológico) e as outras 10 com laranja. Das 15 regiões preliminarmente classificadas com a cor vermelha, 11 apresentaram recursos e, destas, cinco tiveram os pedidos acatados – Cruz Alta, Erechim, Santa Cruz do Sul, Santa Rosa e Santo Ângelo – e permanecerão na laranja, ou seja, com menos restrições à circulação e atividades econômicas.

Além de Passo Fundo, as regiões de Cachoeira do Sul, Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Palmeira das Missões e Taquara tiveram os pedidos de reconsideração negados por apresentarem um quadro mais grave nos indicadores de propagação de coronavírus e capacidade de atendimento em saúde. Porto Alegre, Canoas, Capão da Canoa e Pelotas seguem com a bandeira vermelha.

Ao responder questionamentos da imprensa, o governador ainda falou sobre a possibilidade de o RS adotar lockdown. “Só partimos para medidas mais restritivas à circulação de pessoas quando isso se apresentar como inevitável, mas não deixamos ou deixaremos de tomá-las quando se fizerem necessárias. Não temos medo de optar pelo lockdown, mas não o faremos, visto que estaríamos impondo um sacrifício maior do que o necessário aos gaúchos e gaúchas, que perderão muito se chegarmos a esse ponto”, afirmou Leite.

Regra 0-0

As regiões em bandeira vermelha somam 286 municípios, o que corresponde a 73% da população gaúcha (8.270.737 habitantes). Dessas 286 cidades, 149 não tiveram registro de hospitalização e óbito por Covid-19 de morador nos 14 dias anteriores ao levantamento – equivalente a 8,4% da população gaúcha (948.002 habitantes). Esses municípios se adequam à chamada Regra 0-0 e podem adotar protocolos previstos na bandeira laranja por meio de regulamento próprio.

Mudança nos protocolos


Também foi divulgada uma mudança no protocolo da bandeira vermelha para o funcionamento do comércio varejista não essencial, passando a ser autorizado os formatos pegue e leve (take away) e o drive-thru, além do e-commerce que já estava permitido.

Notícia atualizada às 19h00

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