Ministério Público envia recomendação para que Passo Fundo divulgue dados mais detalhados sobre o coronavírus

O boletim também deve contar com um relatório de mobilidade comunitária, diz órgão judicial

Por
· 2 min de leitura
Foto: Arquivo/Agência Brasil

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) expediram, nesta terça-feira (14), uma recomendação ao município de Passo Fundo para que sejam inseridos no website da prefeitura, bem como nas redes sociais oficiais, informações claras e precisas sobre os dados atualizados do E-SUS, disponibilizando, no prazo de quatro dias, boletins epidemiológicos diários detalhados em relação aos casos do novo coronavírus.

A procuradora do Trabalho, Priscila Schvarcz, e a procuradora da República em Erechim, Letícia Benrdt, defendem a necessidade de compilação e respectiva publicação de dados essenciais e parâmetros sobre a covid-19, com a padronização da divulgação de dados da pandemia no país, para garantir as melhores decisões e tomada de providências pelos órgãos públicos sanitários, bem como para sensibilizar os setores da sociedade para a construção de soluções conjuntas.

O relatório diário, já divulgado pelo Poder Público Municipal nas redes sociais com a atualização de novos casos, óbitos, recuperados e leitos ocupados, é o instrumento que  contém os dados essenciais sobre a doença para que a população, imprensa, profissionais de saúde e gestores públicos possam dimensionar a escala de contágio e definir medidas para enfrentar a epidemia.

Os boletins epidemiológicos, segundo os órgãos judiciais, devem ser ricos em detalhes, apresentando no relatório todos os dias o número de casos confirmados de forma detalhada, apontando quantas pessoas diagnosticadas com a enfermidade permanecem em isolamento domiciliar, o número de pacientes recuperados e de vítimas fatais, o balanço diário indicando quantos pacientes seguem em internação em enfermarias e UTIs (seja da rede pública, seja privada), relatando ainda o quantitativo de testes já realizados, revelando os números da doença no município, bem como o percentual de infectados por gênero e por faixa etária.

É fundamental, conforme pontou o MP, que os boletins apontem a evolução do contágio no município, a curva de letalidade, o número de profissionais da saúde infectados (entre confirmados, recuperados e óbitos), a taxa de ocupação de leitos de UTI e de enfermaria. "O boletim também deve contar com um relatório de mobilidade comunitária, com gráficos baseados em dados do Google Maps que reflitam o fluxo de pessoas em locais como lojas, farmácias e pontos de embarque de passageiros com medidas para estimular o distanciamento social", disse o órgão. 

Em nota, a prefeitura esclareceu que o Município recebeu somente nesta segunda-feira (13), a recomendação, e fará a análise adequada. "O MPF pede dados mais completos que, se possíveis de serem coletados, serão inseridos no Portal da Transparência", esclareceu a prefeitura.

Notícia atualizada às 14h47

Gostou? Compartilhe