OPINIÃO

A chacina

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· 2 min de leitura

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Laercio de Souza Grimas, o DJ Lah, falava  sobre o crime e  as diferenças sociais na periferia  de São Paulo, num bairro com mais de 600 mil habitantes. Sua sintonia fiel aos moradores dali era desdenhada pelos grandes meios  de comunicação. Por isso mesmo não entenderam a mensagem do rap – “Morro Triste” - cantado no enterro do infeliz  artista, mais uma vítima no bairro das chacinas. E foi numa dessas matanças não repelidas pelo destempero oficial em que o artista foi  alvejado. Falava demais? Sabia  demais? Cantava demais?

Socorro ou limpeza

A recente medida do governo paulista é para que os policiais abstenham-se  de dar atendimento aos  feridos quando ocorre o acidente e que acionem imediatamente a equipe  de paramédicos. O  secretário de  segurança justifica a medida como tecnicamente mais  adequada para dar atendimento eficiente no momento do socorro quando ocorre tiroteio. É preciso  lembrar que a intervenção absurdamente imediata que era feita pela viatura oficial, após atentado de chacina tinha uma prioridade: recolher os cartuchos deflagrados após o barbarismo. Um sacerdote de Campos Limpos denunciou a ação de  grupos de extermínio, com cobertura oficial. É a viatura que chega rapidamente  para a limpeza, apagando vestígios do “iter sceleris” (cenário do crime), que possa incriminar                 agentes oficiais envolvidos.

 

Então?

É preciso que as autoridades  de segurança proíbam juntar cartuchos no momento em que as vítimas precisam de socorro médico. As primeiras  ações devem continuar na busca de salvamento, e  a questão dos cartuchos ou evidências é exclusivamente  da perícia. Pouca  coisa esclarecedora foi apresentada na grande mídia, dando a entender que a medida governamental foi voltada apenas para o socorro das vítimas. Não se pode fortalecer grupo de extermínio que julga e mata como quer!

 

Retoques:

  • No  cotejo da bolsa  de valores, a multinacional AMBEV mantém posição de topo, inclusive equiparando-se à poderosa Petrobras que amargou vacilo em determinados períodos.
  • O escritor economista Eduardo Giannetti  trata com brilhantismo sobre vaidades perniciosas que o ser humano não quer  reconhecer. Destaca o posicionamento do homem enquanto ser arrogante perante o natural, a natureza,  querendo apenas  ser superior, “quando dela  fazemos parte”. Isso quer dizer que perdemos tempo de  felicidade pelos exageros da mente humana
  • A posse  de José Genoino, deputado condenado, saiu pior que a encomenda. Mais parecido com jogo de  rapinagem! O direito de postular melhor sorte no julgamento é inerente  ao ser humano, mas a postura ética, clamante do cargo eletivo, não poder ser  relegada.
  • Está aí uma idéia oficial acessível a  todos, sem  custo  financeiro e benéfica para a consciência popular. Referimo-nos à  cartilha que ensina ajuda a pessoas  deficientes, levando em conta a mobilidade urbana. Esta orientação social está destinada a vitorioso papel do cidadão  de todas as idades, para ser útil e experimentar a vida merecendo ser feliz por ajudar as pessoas. Tarso Genro tem idéias compatíveis com este feeling!
  •  Olha aí! Vem sendo anunciado curso de inglês para prostitutas aprimorarem o atendimento durante a Copa do Mundo no Brasil. A iniciativa vai dar o famigerado “up” na profissão. Quem fica indecisa perde a aula  de inglês.
  • Numa passagem rápida pela Câmara  de  Vereadores tivemos oportunidade de observar o trabalho de instalação dos gabinetes no atual prédio. Já nesse primeiro passo há diferença entre um vereador e outro. Os  deslumbrados e preocupados com aparências, e os que vão logo botando a mão na massa, ajeitando-se nas instalações, sem rodeios!
  • Queiram ou não, os  vereadores  terão a missão de participar  na  vida comunitária, ativando iniciativas. Sinceramente, entendo razoável a remuneração do vereador que exercer  de fato sua missão. Ele precisar ser forte e financeiramente independente para opinar e defender os mais necessitados.    
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