OPINIÃO

A dança da paz

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A insegurança e a violência que ronda a Reserva Indígena do Ventarra, no interior de Erebango, podem estar próximas do fim. Na quinta-feira (5) representante dos grupos rivais da aldeia Caingangue, localizada nas proximidades da RS-135, participaram de uma audiência promovida pelo Ministério Público Federal de Passo Fundo, com a presença de servidores da Funai. Na pauta o entendimento entre os grupos e a busca de uma liderança em condições de conduzir ações que ponha fim aos conflitos.

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O assassinato de Lourita Manoel Antônio (37 anos) na noite de 20 de fevereiro no interior da reserva chocou pela brutalidade. Morto com um tiro no pescoço o corpo do índio que trabalhava na área da saúde apresentava inúmeras lesões. Na oportunidade outros três índios foram baleados e atendidos no Hospital São Roque. Na tarde de segunda-feira (2) a Polícia Federal prendeu na Av. Borges de Medeiros, centro de Getúlio Vargas, dois suspeitos da morte de Lourita.

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Desde o crime da noite de 20 de fevereiro cerca de 50 famílias abandonara suas casas na reserva e acamparam no Parque Municipal de Erebango. As aulas na Escola Estadual, localizada na reserva estão suspensas. A situação foi revelada ao jornalista Bruno Anziliero por Imacir Caetano Chaves. Na entrevista veiculada no programa Olho Vivo da Rádio Sideral na manhã de quarta-feira (4), o líder indígena atribuiu ao atual cacique e seu grupo a responsabilidade pelo quadro caótico. Afirmou que se “montou uma quadrilha” na reserva.

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A ligação do atual cacique a um comerciante de Getúlio Vargas foi apontada como maléfica a comunidade indígena. Professor e ex. vereador de Erebango, eleito em 2004 pelo PP, Imacir enumerou dentre as práticas adotadas perseguições, tortura, transferência e ameaças. Confiante na reunião agendada pelo Ministério Público, o ex. cacique aposta no reestabelecimento da normalidade.  Apesar de ter sido ameaçado disse que não se intimidou. Denunciou ainda que as casas das famílias que abandonaram a reserva foram saqueadas.

 

Curtas:

# O apoio da população de Getúlio Vargas ao movimento dos caminhoneiros ficou evidente na manhã de sábado (28).

# O chamado da ACCIAS, CDL e Sindicato Rural para o ato realizado no Calçadão da Praça Flores da Cunha foi atendido.

# Acadêmicos da Faculdade Ideau pintaram o rosto e estenderam faixas manifestando o descontentamento com a corrupção do país.

# Nos cartazes a afirmação “essa luta também é nossa”, numa alusão as exigências da categoria que ao longo da semana realizou bloqueio no Km 52 da RS-135, em Getúlio Vargas.

# Os dirigentes das entidades organizadoras se revezaram nos discursos, enumerando os efeitos negativos da atual política econômica, do reajuste dos combustíveis e da energia elétrica.

# Os prefeitos Pedro Paulo Prezzotto (DEM) e Geverson Zimmermann (PSDB), de Getúlio Vargas e Estação, respectivamente, não pouparam críticas ao governo federal.

# Mais de duas mil pessoas participaram da caminhada pelas ruas centrais da cidade no final da manhã e o comércio fechou as portas em apoio.

# Muitos empresários dispensaram seus funcionários que engrossaram o movimento que contou também com a presença de professores, donas de casa e estudantes.

# No dia 15 de março, quando deverá ocorrer uma mobilização nacional contra o governo, as entidades locais querem repetir e ampliar o número de manifestantes num ato local.

# O acidente na RS-135, trevo de acesso a UFFS na manhã de sexta-feira (27) deixou mais de 40 pessoas feridas.

# A direção da universidade suspendeu por prazo indeterminado as aulas no campus até que medidas de segurança e trafegabilidade na rodovia sejam adotadas.

# Ao longo da semana acadêmicos da instituição de ensino superior realizaram atos de protesto nas ruas de Erechim.

# Na noite de quarta-feira (04), no mesmo local da RS-135, a falta de sinalização e o acumulo de água na pista provocou um novo acidente.

# O motorista e o passageiro que viajavam no automóvel Corola no sentido Getúlio Vargas a Erechim precisaram ser socorridos pelos bombeiros e encaminhados ao Hospital Santa Terezinha, em Erechim.

 Dito & Feito:

Dentre a multidão que participou da passeata em apoio aos caminhoneiros e contra a corrupção e o aumento de preços dos combustíveis e da energia elétrica o empresário Arlei Karpinski, o prefeito Geverson Zimmermann e Ademir Bortoloti.

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