OPINIÃO

A Netflix é imprevisível

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· 4 min de leitura

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A Netflix planeja lançar pelo menos 90 filmes originais no ano que vem, tendo inclusive nomes como Martin Scorsese e Steven Soderbergh entre os diretores. Para quem quer comparar, um estúdio como a Universal lança em média 30 filmes por ano. Scott Stuber, chefe de filmes da Netflix, divulgou que algumas produções terão orçamento de até 200 milhões de dólares. The Irishman, de Scorsese, é o título mais aguardado, marcando o reencontro de Scorsese com  Robert DeNiro e Harvey Keitel, além de ter a participação de Al Pacino. 

Filmes da Netflix são sempre um  tiro no escuro. Dos mais recentes,  por exemplo, cito três: Roma, A Balada de Buster Scruggs e The Bird Box.

Começando por The Bird Box. O suspense apocalíptico estrelado e produzido por Sandra Bullock ganhou uma grande campanha de Marketing da Netflix e instigou pela sua premissa: seres desconhecidos causando um apoalipse e matando as pessoas apenas por olharem para ela. É um filme "irmão" de obras como FIM DOS TEMPOS de Shyamalan e UM LUGAR SILENCIOSO de Krazinski. A diferença, principalmente para o último, está no resultado final. O filme tem bons momentos, mas sucumbe por não saber que rumo dar à sua história ao tentar encerrá-la. Enquanto na primeira meia hora recheia o roteiro de diálogos explicativos em excesso - Krazinski evita isso nos inserindo direto no contexto, sem tentar mostrar como tudo comeou - na meia hora final o filme nitidamente não sabe como fechar suas pontas e terminar.  Não explica muita coisa, e no caso, o não explicar não vem em defesa da participação do público. Não é um mistério que fica por conta do público trabalhar, mas simplesmente pontas soltas num final insuficiente. De quebra, sofre com algo que no cinema se chama suspensão da descrença. O público até compra a presença de seres estranhos, mas é difícil aceitar humanos de olhos vendados correndo sem enxergar.

No meio termo está A Balada de Buster Scruggs, coletânea de contos ambientados no oeste que tem a assinatura autoral e estilística dos irmãos Coen. Isso significa que o público pode esperar tramas incomuns, histórias com finais dúbios e histórias que não tenham, necessariamente, uma condução linear habitual. Os Coen entregam contos em que a ambientação e a natureza dos personagens e do tempo em que vivem valem mais do que a velha equação começo-meio-fim-tudoresolvido que as pessas estão acostumadas. A maior parte das histórias são amargas e incômodas em algum  sentido.  Os Coen não são otimistas, e isso pode incomodar muita gente, mas o filme é ótimo.

Por fim, há ROMA, um dos grandes filmes do ano, e o que é certo é que enquanto alguns irão adorar, há os que detestarão, pelo seu ritmo em que “nada acontece”. Nada acontece? Só não acontece para quem está acostumado com o ritmo alucinado e os roteiros explicadinhos dos filmes de heróis da Marvel. Mas sobre ROMA, provável candidato a prêmios no Oscar, eu falo em breve por aqui. O resumo  é que os trÊs filmes do momento na Netflix resumem um pouco do pior e do melhor produzido por ela. Que os 90 filmes que vêm por aí em 2019 sejam menos BIRD BOXes e mais ROMAs e irmãos Coen,

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Não são poucas pessoas órfãs da série britânica Downton Abbey. A série de  Julian Fellowes foi um sucesso mundial nas seis temporadas em que foi exibida, entre 2010 e 2015. A boa notícia aos fãs é que um filme está sendo produzido para estrear em dexembro de 2019, com trama ambientada 18 meses após o fim da trama no seriado. Nada ainda divulgado sobre a trama, mas são certos os retornos de Maggie Smith, Hugh Bonneville e Michelle Dockery.

 

O ambiente agradável, moderno e bem decorado do escritório onde elabora  os projetos e atende seus clientes expressam o zelo que a designer de interiores Karine Koehler tem pela profissão. Foi lá que ela contou para a reportagem um pouco de sua trajetória.

Formada em Design de Produto pela Ulbra de Canoas/RS, em 2004, ela iniciou a vida acadêmica cursando por quatro anos Engenharia de Plásticos e, mesmo não tendo concluído a graduação, destaca que foi uma experiência enriquecedora em termos de conhecimento. “Eu não me encontrei na Engenharia, mas nessa mesma época eu conheci o curso de Design e aí sim me apaixonei. Não pensei duas vezes, larguei o curso anterior e fui para Design”.

Assim, ingressou no curso de Design de Produto na Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Canoas, onde focou-se no desenvolvimento de móveis e interiores. Neste período, trabalhou no Núcleo de Design e Seleção de materiais da UFRGS, quando descobriu sua verdadeira vocação. Focando sua carreira em design de interiores, há 14 anos, descreve que o desafio principal é buscar sempre um diferencial em cada projeto.

Há pouco mais de seis anos, ela, que é natural de Tapera, residiu por 16 anos em Porto Alegre e adquiriu considerável experiência  no ramo de interiores, o que lhe possibilitou coordenar o escritório Karine Koehler Design D’ Interiores,  com foco no desenvolvimento de projetos para ambientes residênciais e corporativos, desenvolvendo projetos de  mobiliários, decoração, gesso, iluminação, reformas, para clientes dentro e fora do estado.

Localizado no Bella Cittá Offices, o escritório próprio é uma conquista recente. “Estou neste espaço há pouco mais de um ano. Resolvi ter um espaço físico devido à demanda dos clientes e, também, para proporcionar um atendimento melhor. Eu queria que eles estivessem em um lugar aconchegante, onde pudéssemos conversar sobre os projetos e visualizar bem as imagens”.

Em meio à rotina atribulada, Karine sorri ao descrever o que lhe causa maior prazer na profissão que escolheu: a satisfação dos clientes. “É uma sensação única fazer o trabalho e depois receber uma mensagem do cliente dizendo que ele está encantado com o resultado.

Karine Koehler conta ainda buscar suas principais inspirações em viagens e na entrevista com os clientes. Sua última viagem foi para a Itália, onde visitou a maior feira de revestimentos da Europa CERSAIE em Bologna/ITALY.

 

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