OPINIÃO

As promessas de Mantega

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Em dezembro de 2013 o Ministro Guido Mantega afirmou que a economia brasileira seguiria crescendo em 2014 e, com isso, o Produto Interno Bruto (PIB) do país deveria registrar uma alta maior do que os 2,5% esperados para 2013. Na proposta enviada ao Congresso Nacional em setembro de 2013 para o orçamento de 2014, o Governo estimou que a economia ira crescer 4% em 2014, sendo a mesma afirmada e reafirmada pelo Ministro da Fazenda. De fato a mensagem enviada tinha como promessa um crescimento de 4,5% para o PIB.Os congressistas, entretanto, baixaram essa previsão de crescimento para 3,8% no orçamento. Os economistas do mercado esperam alta ainda bem inferior a 2%.

"A economia esta em trajetória ascendente. É claro que não é linear, mas a curva é ascendente. Nós deveremos manter essa curva no próximo ano, também com altos e baixos como costuma ter. Deveremos crescer um pouco mais no próximo ano. Deverá continuar essa trajetória gradual no próximo ano", afirmou o ministro da Fazenda. Passadas as preocupações com a realização da Copa do Mundo, onde também o Ministro Mantega afirmava que ela iria ajudar o crescimento econômico, os resultados foram ao contrário do prometido. O número de turistas foi recorde no Brasil, os turistas gastaram 1 bilhão de dólares no Brasil e os brasileiros, gastaram 2,5 bilhões no exterior em plena copa do mundo, o que existe de errado com a economia brasileira? Mantega não explica.

As quedas consecutivas nos dois primeiros trimestres do PIB nacional empurraram a economia para uma recessão técnica, no “economês” esse fenômeno é explicado pela produção de menos riqueza no período em comparação com períodos anteriores. O Ministro Mantega, achou o culpado: o excesso de feriados pela realização da copa do mundo e a queda na produção industrial, a redução foi de 0,6% do PIB.

Porém no mês de fevereiro o Mantega bradava uma alta de 2,5% para 2014, afirmando que a economia internacional estava dando sinais positivos. Por sua vez o relatório FOCUS do BACEN, estimava o crescimento para 2014 abaixo do estimado no orçamento federal – de 2,5%.

No mês de abril O ministro da Fazenda, que a alta da inflação no Brasil é "passageira", uma vez que decorre de fatores climáticos, e também admitiu que o crescimento da economia brasileira, em 2014, pode oscilar entre 2% e 2,5% – um pouco abaixo do estimado no orçamento federal deste ano (+2,5%).

Ainda O jornal britânico “Financial Times” compara as perspectivas de crescimento para a economia brasileira com a “dança da cordinha”, na qual os participantes têm de passar sob uma corda esticada ou barra que fica mais perto do chão a cada rodada. Assim como na brincadeira, as previsões feitas por economistas brasileiros ficam, a cada semana, "um pouquinho mais baixas”, diz o texto publicado no blog “beyondbrics”.

Por fim, o Governo Federal liderado pelo Ministro Mantega e tendo como seu fiel escudeiro o Secretário de Tesouro Nacional Arno Augustin, queimaram as pontes com o mercado e cansou o povo de tantas promessas, a pá de cal é a contabilidade criativa, ao utilizar de truques e malabarismos contábeis de toda natureza para alcançar a meta fiscal prometida a cada ano. Essa prática continuada distorceu de tal forma o superávit primário obtido que o próprio Banco Central passou a adotar outro conceito, o do resultado primário estrutural, para estimar o efeito da política fiscal sobre a demanda agregada da economia - se contracionista ou expansionista. O pior efeito é que a contabilidade criativa espalhou-se para todos os entes federados.

 

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