OPINIÃO

Coluna Celestino Meneghini

Por
· 2 min de leitura

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Humildade eficiente
Os alemães cumpriram importante missão durante a Copa do Mundo no Brasil, que vai além do êxito no certame futebolístico, onde a sorte poderia ter favorecido os argentinos, nem tanto pela técnica, mas por galhardia de seus atletas. Queremos notabilizar, no entanto, a capacidade de uma civilização que alcançou elevado índice tecnológico e econômico, que soube entender o risco de uma competição, sem descuidar de tantas coisas potencializadas pelo Brasil, país de incipiente desenvolvimento. Os germânicos silenciosos perceberam verdadeiros tesouros da convivência humana que redundam em valores, quer na vontade cooperativa, quer no esplendor próprio da miscigenação das origens raciais. Esse olhar ontológico sobre todos os representados na Copa revelou que há uma geração parcimoniosa em busca de uma felicidade, mesmo diante de um recente passado de enorme crueldade desencadeada na absurda guerra do nazismo. Não custa repetir que, o toque de bola, simples e conciso dos atletas em campo, reflete postura relevante perante o mundo e demais povos: O respeito. Esta foi a grande mensagem germânica: de que é possível viver em confraternização sem dispensar o sucesso.

Canarinhos
A equipe brasileira perdeu-se por si mesmo e não teve a necessária humildade, por conta da alta remuneração dos atletas que jogam no exterior. A saga dos canarinhos pentacampeões induziu todos nós a uma expectativa em deslumbramento. Aí. Aconteceu o mesmo deduzido pelo sábio Bias que, ao depenar um colibri dourando foi compelido a exclamar: “eras pena e nada mais”. Episódios assim nos levam à advertência de que no dia de hoje podemos não mais ser aquilo que éramos ontem, por força da própria dinâmica da matéria. Por isso, a postura resoluta diante dos fatos e circunstâncias de momentos da vida é mais importante do que uma memória pretensiosa.

Parada
Ah! Se as paradas de ônibus falassem, quantas histórias contariam! Simples, mas marcantes na vida de uma grande parcela da população. Destas passagens, onde no início do trabalho no rádio, há quase 50 anos, a parada de coletivo que fazia o trajeto Santa Maria – centro, era apenas uma placa ao lado da estrada de chão. Sem toldo ou cobertura. Lembro que algumas garotas trabalhavam no centro da cidade. Para demonstrar coragem, esperava primeiro as senhoras e senhoritas entrar no coletivo. A lotação da primeira viagem era incrível. Para ninguém ficar para trás a porta do ônibus ficava aberta com todos os passageiros exprimidos. Poeira, fumaça ou barro e chuva. Então eu fazia questão de ficar por últimos e apoiava o pé no estribo do ônibus, costas para o vento e as duas mãos firmes segurando para que ninguém despencasse. Acho que nem era pura fidalguia com senhoras e senhoritas, talvez por exibicionismo! O mais importante é que se tinha 20 anos.

O coletivo
É sempre apreciável quando uma administração anuncia projeto de melhoria das paradas de ônibus, para reduzir momentos de aflição dos usuários, ainda que hoje não ocorre tal angústia, com ônibus maior, mais freqüentes e paradas em melhores conduções. Hoje, aos implacáveis 66 anos e pesando 100 quilos, não ousaria a aventura de viajar agarrado na porta do coletivo, para proteger quem quer que seja, ou a mim mesmo! Os tempos mudaram e temos asfalto e carros modernos. Por isso, o anúncio de novos abrigos nas paradas é assunto sério, para amparar as pessoas e corrigir com os ventos da evolução, os estragos que o tempo causa na vida gente. A qualidade das paradas dos ônibus precisa ser rigorosa, como esperamos, determinado pelo prefeito Luciano em Passo Fundo.

Hospital da Cidade
Depois de passar trinta dias de ajuda a um familiar enfermo no Hospital da Cidade, fiquei impressionado com a magnitude da instituição de um século. Toda a estrutura, médicos e enfermeiras - os anjos da noite -, é algo indescritível, como obra humana e como experiência.

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