OPINIÃO

Coluna Celestino Meneghini

Por
· 2 min de leitura

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Pessoas e a ética

Qualquer profissão pressupõe ética (profissional) sob todos os aspectos. Também é próprio do interesse de cada grupo social, salientar focos de conduta. Assim, a igreja procura assegurar virtudes ou auras que assegurem o bom conceito; as universidades buscam produzir plataformas de conhecimento, ou os partidos políticos que trabalham para imprimir a marca de confiabilidade. O custo é enorme e, não raro, abala estruturas de uma entidade atingida por episódio que é a falta de valores. Uma coisa é certa: dinheiro e status não têm sido garantia de vida limpa. E parece que as universidades, mais cedo ou mais tarde, terão que ser debruçar sobre a ética dos seus diplomados.

Perigo cotidiano
A notícia veiculada na semana passada, de que as cassações de registro médico, em 44% dos casos são por assédio sexual no país, causa certa perplexidade. Todavia é bom ver outro ângulo da informação. A categoria certamente está agindo com muito mais severidade em relação a tais casos uma vez que esta infração é da essência da aura médica. É uma profissão especial que lida com as fragilidades mais sensíveis e pertinentes ao ofício de médico. Então, quanto mais se confia em alguém, maior é a cobrança.

Na política
Os representantes populares eleitos através dos partidos são um grande exemplo da dificuldade para manter a confiabilidade. Há casos de políticos sérios que edificam a caminhada na vida pública. É questão de formação ética, que infelizmente tem aparecido mais através dos atos deploráveis de líderes que traem a grande expectativa das pessoas.

Na segurança pública

O segmento da sociedade ligado ao governo através da segurança pública é uma das turvas realidades da vida nacional. Está freqüente demais a presença de policiais em formação de quadrilhas e atuando diretamente no crime. Isso assusta até pessoas que estão distantes dos fatos seguidamente noticiados. Imaginem só! Nós pagamos o ordenado para alguns safados e eles trabalham contra nós e contra nossos filhos! É violência demais para se entender isso. Situações assim abalam demais a sociedade, diante de certa impunidade. Tivemos o exemplo da punição judicial dos diferentes depositários da fé pública que traíram a confiança popular. Sobreveio a fase de execução. Despertou no público a idéia a possibilidade concreta de punir criminosos do colarinho branco. Não se trata de idéia partidária, mas um acontecimento insólito que a vontade popular não quer deixar morrer.

O que acontece
São fenômenos sociais que mudam a forma de pensar das pessoas e que enfrentam qualquer ditadura de poder. Por isso vemos movimentos eclodindo de toda parte sem uma definição histórica muito clara. Uma coisa, no entanto, parece reacender a chama da esperança na busca de uma postura que inspire confiança, tanto na política partidária como nas funções de liderança privada ou nos escalões executivos oficiais. O povo, o eleitor, todos querem de volta a crença a palavra, no compromisso. Não vivemos mais uma democracia insipiente, ou incipiente de uma garota deslumbrada de 15 anos. É cobrada nas urnas uma postura verdadeira, para um país que mostrou enormes potencialidades. Afinal, o que há com este país gigante que custa tanto a se mover? Não estranhemos se um movimento ainda não identificado pelos sociólogos venha a surpreender os céticos!

Retoques:
* A professora Thaíse Nara Grazziotin e o professor Júlio César de Carvalho Pacheco coordenam uma viagem de aprendizado do Direito aos tribunais em Brasília, onde se encontrarão com o ministro Gilson Dipp, que é vice-presidente do STJ. Ótima iniciativa do Direito da IMED.
* Dado estarrecedor! Por dia são 130 pessoas jogadas na vala da invalidez para o trabalho, em acidentes de trânsito.
* Existem pautas de debate que nunca deveriam ter férias. Uma delas é sobre a relação aluno, comunidade e escola. Criança também deve pensar! Que pense como criança, mas tem que participar da escola.

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