OPINIÃO

Coluna Celestino Meneghini

Por
· 2 min de leitura

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Holocausto do jornalismo
A onda perseguidora aos profissionais da comunicação, a partir do terrorismo fundamentalista no Oriente Médio e Ásia, até as arbitrariedades nas repúblicas da América Latina indica que a violência contra a informação aflige a humanidade. E nem estamos tão distantes dessa realidade que parece ter virado moda permanente na cooptação de mídias partidárias. As recentes acusações mútuas do debate sucessório do Brasil denunciam o uso do poder público como manobra de dominação da opinião. Se nas lutas políticas o profissional vem sendo decapitado pelos grupos de terror é a demonstração trágica da falta de critérios mínimos da humanidade. O correspondente de informações, por mais polêmico que seja, representa a todos os seres humanos que têm direito de saber dos fatos. Matar repórter é a mais vil forma de desprezo aos valores da vida dos povos. Censurar com poder econômico ou manobra de orçamento público também é grave, muito grave.

El Clarin
Depois das manobras ditatoriais da Bolívia, fazendo calar a imprensa (comprometida ou não), permanece a pressão o governo argentino contra o grupo Clarin. A forma de pressão do kirchnerismo premunida de lei estabeleceu a Lei de Meios, para diminuir a força de oposição, mediante a divisão do grupo de comunicações. É claro que o monopólio das empresas de média é sempre prejudicial à democracia. O governo argentino, no entanto, depara-se com o enfrentamento de poderosos que não querem entregar o poder amealhado, mesmo com favores públicos. Isso põe em observação o caráter democrático de um governo que vive momentos agudos pela economia do país. É preocupante o crescimento da violência contra jornalistas, que aumentou em 27% no mundo. Também preocupa, portanto, a censura. É um passo perigoso que pode conduzir à violência.

Professor
A lembrança da imagem do professor nas classes iniciais é indissociável do caráter afetivo. Quem ensina ilumina e conduz os passos iniciais. E, vejam, a gente mantém a inteira memória dos anos 50 quando a Irmã Maria Ferréria ministrava aulas no primário ensinando matemática, português, desenho e geografia. O velho prédio de Madeira da Escola Menino Jesus está muito vivo em nossa mente, de onde olhamos o mundo como se espiando pela janela, pela primeira vez. E foram muitos mestres na vida a na escola formal, como o professor Carlos Kipper, que às vezes encontro nas ruas da cidade, que ensinava química, física, biologia e matemática; ou Carlos Galves, de saudosa memória, duas figuras de grande saber e simplicidade.

Retoques:
* O Coral Ricordi D’Itália promove um jantar com carreteiro no próximo dia 24, no salão da Catedral. A presidente Glaci Bortolini - do grupo Ricordi lembra que o jantar terá apresentação ao vivo de músicas italianas.
* Os formadores de opinião têm obrigação de alertar para os dois sentidos que regem tributação. Não basta insistir na eliminação de impostos, mas é preciso considerar e importantíssima função do estado arrecadador ao desenvolver atividades sociais. Os programas de saúda, educação, e Bolsa Família, ou segurança pública, são cumprimentos de dispositivos constitucionais. Eliminar tributos significa afetar a fonte de recursos.
* A questão tributária, como política fiscal e arrecadação de recursos, está elencada na Constituição, exigindo claramente a função redistributiva do estado. Nem a engenharia jurídica, nem a inconformidade capitalista são capazes de resolver o que se apresenta como excesso de tributos. É uma questão que não se deixa resolver com simplicidade. E se fala muito pouco nesta questão.
* A Romaria de Aparecida em Passo Fundo foi um espetáculo comovente. Isso indica que sempre há lugar para o recolhimento das pessoas a tudo o que há de mais caro na família e na vida pessoal, como é o caso da fé. Respeitar tais manifestações é um começo para semear respeito na sociedade, tão ultrajada pelo crime que nos assusta.

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