OPINIÃO

Coluna Celestino Meneghini

Por
· 2 min de leitura

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Errata
Estamos fazendo reparo no texto publicado na coluna da semana passada onde, por lapso, citamos que a presidente Dilma fez declaração “pela impunidade”. Embora o conjunto do texto esclareça, corrigimos a falha. Correto é: a presidente Dilma quer acabar com a impunidade, como fez na sua declaração oficial diante das denúncias de propina na Petrobras.

Nova lei
O texto da lei anticorrupção, que vigora a partir deste ano, mostra seus primeiros efeitos na eficiência da apuração dos fatos e ressarcimento dos danos aos cofres públicos. Prevê maior severidade com sanções penais e de efeito financeiro contra empresários corruptores. Além da cadeia que pode chegar a 20 anos de reclusão, o executivo indiciado pode perder a condição de prestador de serviço em obras públicas (contratos). Atualmente há empresários acusados que alegam o benefício da lei anterior, mais branda, antes de aceitar a leniência ou delação premiada. Parece não ser ocaso, já que as acusações atingem atos cometidos em continuidade na vigência da lei mais gravosa.

Era das amantes
Há alguns anos, constatava-se que o estopim das denúncias estava sempre ligado a desavença amorosa dos denunciados. Era a amante insatisfeita, ou a esposa rejeitada. Hoje a confissão do infrator passa pela delação premiada, estratégia que funcionou para acabar com a corrupção na Itália, na operação “mãos limpas”. O mesmo dinheiro que corrompe obriga à delação para não perder mais. O sempiterno adágio romano “Auro suadente, nil potest oratio” (“ao poder do dinheiro, ninguém resiste”), acaba de servir o próprio antídoto. Com medo de perder o lucro (dinheiro), eles sucumbem à inteligência da lei, optando pela delação premiada.

Letras africanas que rugem
Recebi e li comovido a obra de Elisabeth Souza Ferreira, baseado no diário de Emília Welter, professora e religiosa da congregação de Notre Dame. Natural de Selbach, lecionou em Passo Fundo. Chegou à África e começou a trabalhar numa aldeia de Moçambique, na divisa com o Zimbabwe, atuando como missionária de corpo e alma. É livro proposto com simplicidade, onde as letras, como rugido de feras das planuras africanas, alvoroçam a consciência do leitor, independentemente de suas crenças.

Ser negro
Aos 80 anos, depois de se adaptar à cultura africana mais pobre, Emília descreve a emoção e consciência de sua nova vida e sua crença no Criador. E peço licença à autora Elisabeth para citar um trecho escrito pela mestra Emília: “Ser negro, na África, é um luxo. Ser negro é motivo de orgulho, pois trazem nas dobras de suas vidas, tradições riquíssimas que não são conhecidas por outros povos. O ser diferente ou irreverente, no mundo capitalizado, torna-se um status...É, entre este povo, do qual me considero uma parte, que eu pretendo desenvolver os rumos educacionais, amizade, alegria e o partilhar da dor.”

Testemunho real
Emília, depois de suportar sofrimentos atrozes, - entre estes, acometida de malária 21 vezes -, faz relato pleno de realidade, mas sem perder a doçura de quem se sustenta numa grande fé e esperança. Esteve em nossa cidade e está retornando à África.

A obra
O livro sobre a missão de Emília, leitura leve e atraente, é síntese necessária para contrapor-se às coisas que excitam platéias das igrejas e pouco significam entre as verdades cristãs. Entre as frases de conteúdo transformador borbulha um sangue novo da esperança que se reflete nos cabelos brancos de uma missionária feliz e guiada por Deus para viver com sua nova família a quem dedica sua vida na África.

Retoques:
* Parabéns à Rádio Uirapuru por mais um aniversário. E ousamos dizer: A Rádio Uirapuru/ faz parte de nossa vida/solidária na dor sentida/ som vivo na alegria/ na arte e conhecimento;/ traz a verdade a nu./ Para saber do fato/ ouça sempre a Uirapuru.
* Na última década 43 mil mulheres mortas no Brasil. Outras três mil sofrem violência anualmente em Passo Fundo.

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