OPINIÃO

Coluna Meneghini

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· 2 min de leitura

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Operação Abafa
Mesmo com o avanço decidido da operação Lava Jato, com investigações, prisões e condenações por crime de corrupção, presenciamos a denúncia de prosseguimento dessas práticas com a conivência palaciana. Vejam, os fatos flagrados, com malas de dinheiro e fortuna em malas no apartamento implicam na acusação aos mais íntimos próceres do governo Temer. É afronta demais às instituições de combate à iniqüidade. Além da mala de Rocha Loures, e o grande maleiro de Geddel, ex-ministro de Temer, uma série de pertinácias agravam a moralidade da presidência peemedebista. A presunção de estar acima do direito, da lei e da honestidade almejada está expressa na ousadia perversa ao delinqüir perante uma mega operação policial. “E existe um povo que a bandeira empresta, prá encobrir tanta infâmia e cobardia”, disse o poetastro libertário. O que acontece neste momento? A fortuna enfurnada descoberta no apartamento não abala o QG da corrupção, pois deve haver muito mais por aí! Começou a operação abafa. A liturgia especiosa da nova titular da Procuradoria, ao lado do réu presidente, ganha ares de véu fúnebre. Haverá nova investida para amenizar a denúncia contra Temer, buscando apoio na ala Gilmar Mendes. Ao mesmo tempo o frenético “argumentum ad crumenan” (argumento com a bolsa, mala, ou suborno) faz o vôo lúgubre sobre o Congresso em ritual espúrio. É a operação abafa! Se a segunda denúncia contra Temer é mais grave, a operação abafa será também mais escancarada. E a vergonha, já era! A operação limpeza corre o risco de parar na primeira fase que atingiu o grupo em torno do PT, sucumbindo no enfrentamento aos atuais ocupantes do poder, de Padilha, Cunha, Geddel e muitos outros sob a égide de Temer.


Conservadorismo
A obra de Juremir Machado da Silva – Raízes do Conservadorismo Brasileiro – é uma ampla análise sobre a escravidão no Brasil. Acabo de ler. Trabalho exaustivo de pesquisa. Textos da evolução na idéia libertadora da nação mostram ações de participantes na luta abolicionista, com lucidez. Em Juremir vê-se o resultado de busca inexcedível de textos no curso de séculos, valorizando registros implacáveis de nossa história. O debate sobre o abolicionismo foi coligido copiosamente, denunciando a iniqüidade secular na escravidão, a maior covardia de elites doentiamente prepotentes, pelo lucro.

Águia de Haia
Ao devassar momentos de tibiez de vários renomados brasileiros, Juremir ressalva a importância e solidez de Rui Barbosa, dissipando dúvidas sobre suas convicções humanitárias. Assim, na maior revolução do Direito Brasileiro, Rui é a figura que confirmou a vida útil de seu excelso conhecimento como Águia de Haia. Ao lado de outros heróis como José do Patrocínio (o Tigre da Abolição), Castro Alves, Joaquim Nabuco e tantos outros, tomou a causa da libertação como responsabilidade e honestidade das Ciências Jurídicas e Sociais. Um sábio com olhos de águia, que subia às alturas e enxergava a miséria de sua sociedade.

Atrocidade fundamentalista
As atrocidades fundamentalistas de uma sociedade deturpada na sua raiz criminosa escravocrata foram alvo de conclusões severas no arrazoado de Juremir. Salientou a mágoa de um relativismo perverso que permeia ainda hoje o desprezo pelos negros e pela pobreza.

Devastação
Como sucede na luta de vários autores, Juremir fez com vigor a denúncia sobre as conseqüências devastadoras da opressão vergonhosa contra as legiões de escravos. Uma delas é a dormência do país causada pelo senhorio que ficou séculos deitado na preguiça, usando a força de trabalho escravo. O negro imolou a vida, força e inteligência, para manter a opulência improdutiva do branco. Este atrasou o país por absurda preguiça. Sobrou uma elite atrofiada.

13 de maio
A obra desvenda generosamente as vertentes da declaração formal da abolição em 13 de maio. A abolição não foi um acaso em 1888. Fui fruto de lutas e vidas humanas.

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