OPINIÃO

Covardes em julgamento

Por
· 2 min de leitura

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

Covardes em julgamento
O julgamento dos matadores José Rodrigues Moreira (mandante), seu irmão Lindonjonson Silva Rocha, e Alberto Lopes dos Nascimento, no Pará, acusados pela morte do casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e a esposa Maria do Espírito Santo, pode significar mudança na trajetória de opressão aos pequenos produtores da Amazônia. De 1985 até 2011, foram 1.018 mortos em conflitos de terra na Amazônia. Apenas 30 casos foram julgados. Um deles foi o bárbaro assassinato da freira que defendia os extrativistas, Dorothy Stang, em Eldorado dos Carajás, em 1997. O julgamento dos três indiciados, que estão presos em Marabá, apresenta uma característica: são criminosos de pouco poder econômico e dificilmente produzirão coação ao corpo de jurados que é da comunidade regional. Este fator é importante pelo respeito à vida e para que não se repitam chacinas de trabalhadores honestos, pela simples ambição desalmada de donos de grandes propriedades que usam a jagunçada para matar, destruir o meio ambiente e afrontar a justiça. O casal foi morto dentro da própria área de assentamento de um projeto destinado à extração sustentável de frutos nativos, próximo a Eldorado dos Carajás. O casal foi morto numa emboscada a tiros de escopeta.

Exploração
O MP pede condenação dos acusados presos por homicídio hediondo, duplamente qualificado, o que equivale a uma pena em torno de 60 anos de prisão. O mandante e os demais assassinos queriam explorar o corte ilegal de madeira. É o motivo torpe que sempre qualifica o barbarismo de muitos anos contra a sobrevivência das famílias pobres e contra a preservação de espécies nativas. O clamor gerado pelo crime fez com que o processo se agilizasse, considerando que as mortes ocorreram em 24 de maio de 2011.

Água para o sertão
Poderia ser acionado antes o socorro para os flagelados pela seca do nordeste, mas a promessa de muitos recursos do governo federal anima nosso povo irmão. Não tem outra saída! É urgente a aquisição de centenas de caminhões-pipa para levar suprimento de água ao interior de Recife, Ceará, Alagoas e outros estados atingidos pela seca.

Burocracia
É a mesma coisa que acontece quando se socorre uma frustração de safra. Demora chegar o recurso. Por isso, já que tantas coisas são explicadas nas tais de contas públicas, a burocracia poderia ajudar um pouco para acalmar a desgraça de milhares de flagelados.

Retoques:
* Pode ser que a versão sobre a proibição deplorável numa agência bancária, impedindo a mãe de entrar com o bebê no carrinho, ainda tenha circunstâncias novas. O que não muda nunca é o sistema quadrado de ver as coisas por conta desta nova segurança postada nos bancos e casas semelhantes. Segurança especializada tem que saber logo a diferença de um bebê e uma metralhadora.

* Recebi de uma estimada professora dos tempos do ENAV, a sugestão de registrar que está melhorando o ambiente da praça Marechal Floriano. O logradouro, que tem sido referência agradável, andava maltratado, à espera da restauração projetada ainda no ano passado. Certamente teremos logo sua restauração.

* A pracinha do Chafariz, no Boqueirão, no entanto, precisa atenção urgente para socorrer os brinquedos instalados há poucos meses. Hoje os equipamentos estão imersos no mato que cresceu. Houve também depredação, lamentavelmente!
* A Mesa Um do Oasis tem encontro de confrades nesta quinta-feira. O anfitrião José Estacia retornou de viagem e quer encontrar a turma, no Clube Comercial, à noite.

* Alguns programas sobre educação abordam aspecto que é permanente. A missão do professor, que mesmo não sendo necessariamente um sacerdócio, é o elo inesquecível na vida de crianças, adolescentes e jovens. É missão social, sem prejuízo de razoável remuneração.

Gostou? Compartilhe