Desvendando os segredos do celular na terceira idade

Alunos do Creati receberam oficina sobre uso correto do aparelho

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A sala de aula estava lotada, à primeira vista pareceriam adolescentes empolgados para mais um dia de aula. Mas não era uma aula regular. Todos os alunos estavam ali com o objetivo de aprender a usar o celular. A oficina foi oferecida pela equipe do Creati em comemoração a Semana do Idoso. Durante a atividade, os 15 idosos presentes receberam orientações sobre como enviar áudio e mensagem por aplicativo, ativar sua localização, usar os dados móveis e adicionar contatos. Também foram alertados sobre os cuidados necessários para evitar fake news e o compartilhamento de conteúdo falso, além do perigo de utilizar o celular na parada de ônibus.

 

Funcionário da secretaria do Creati, Matheus Ferreira do Carmo foi professor durante a tarde de ontem. “A ideia de realizar essa oficina partiu de uma demanda que os idosos que frequentam o Creati nos trouxeram, pois eles relataram dificuldades em usar o celular. Como eles têm muito interesse em aprender, me coloquei à disposição, junto com a estagiária Joana para dar esta oficina”.

 

Teresinha Lurdes Bruschi Sonza, aos 62 anos, conta que se não existisse o Creati não teria a qualidade de vida que tem atualmente e estaria sentada em sua casa, como antigamente fazia a sua avó. “Com 60 anos não se é velho, me considero uma idosa ativa, brinco com o meu neto, faço meu almoço, pilates e ainda auxílio um idoso de 84 anos todas as noites”, diz dona Teresinha. Para ela, a oportunidade de participar da oficina sobre o uso de celular é importante para poder se comunicar mais com a família. “Hoje é difícil alguém não ter celular, se tornou umanecessidade para se comunicar com os filhos, os netos e estar inseridas com os familiares, e entender esse novo mundo virtual de agora”.

 

Conforme explica o coordenador do Creati, Diego Piva, o espaço é de integração e convivência com uma responsabilidade muito grande na vida dos frequentadores. “Nosso principal objetivo é oportunizar aos idosos da comunidade regional, com mais de 55 anos de idade, programas e serviços de atividades educacionais, físicas, técnicas, mentais, culturais, sociais, cívicas e afetivas pensando em preservar a qualidade de vida na longevidade.

 


Durante a programação, acadêmicos dos cursos de enfermagem da Universidade de Passo Fundo auxiliaram na organização da oficina de verificação da pressão arterial e aplicação da escala de depressão geriátrica. Os idosos receberam ainda orientações sobre cuidados com a pele durante o verão e vacinação. “Os idosos que estamos atendendo são pessoas ativas, com conhecimento, alegres, e com um zelo em ter uma alimentação saudável. Estão definitivamente preparados para enfrentar a velhice ”, explicou a professora Graciela de Brum Palmeiras.

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