OPINIÃO

Em 2015 desejo que as crianças brinquem mais...

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· 2 min de leitura

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O brincar é fundamental para o bom desenvolvimento infantil. É na brincadeira que meninas e meninos exercitam e aperfeiçoam suas habilidades lingüísticas, intelectuais, emocionais, motoras e sociais. A fantasia da brincadeira permite a criança experimentar novos sentimentos, sensações, reproduzindo situações vividas no cotidiano e fazendo um “treino” para a vida adulta.

A responsabilidade de quem media a brincadeira é enorme. Para escolher adequadamente os brinquedos para cada faixa etária, é preciso observar a fase em que a criança vive e, quais habilidades ela está desenvolvendo neste momento. Além disso, é preciso sentir a criança, saber o que ela espera do brinquedo e quais são as suas capacidades de manuseá-lo, pois o selo que indica a faixa etária na caixa não deve ser o único critério de escolha.

De 0 a 1 ano o bebê precisa de objetos que estimulem seus sentidos e desenvolvimento motor. Os chocalhos, móbiles, mordedores, brinquedos coloridos e sonoros atraem a atenção e são bons estimuladores. Após os 6 meses, quando a criança já fica sentada, começa a examinar os brinquedos com as mãos, analisando sua forma, cor, textura, som.

De 1 a 3 anos já caminhando, a criança quer mexer em tudo e começa a se relacionar com outras crianças. Na brincadeira, começa a imitar a vida adulta e brinquedos como telefone, bonecas, carrinhos, miniaturas de animais e objetos da casa, para brincar de dirigir, cozinhar, ninar a boneca são importantes. A massinha de modelar, os lápis grossos e o giz de cera já podem ajudar a aperfeiçoar a motricidade fina e a criatividade.

De 3 a 6 anos os blocos de montar podem ser menores e o faz de conta ocupa grande parte das brincadeiras. Para isso, as bonecas, os fantoches, os dedoches, as casinhas e castelos ajudam a dar vida à imaginação das crianças. Nesta fase, brinquedos que se movimentam também fazem sucesso: carrinhos, motos, trens, aviões e bicicletas. Jogos simples de memória, dominó e quebra-cabeças também são recomendáveis.

Dos 6 anos em diante, algo muito importante começa a acontecer na vida da criança: a alfabetização. Jogos que envolvam habilidades de leitura e escrita são convenientes, assim como jogos de competição e lógica com tabuleiros, cartas e estratégias. A criança sai da pura imitação da vida adulta para representar na brincadeira o que ela mesma quer ser quando crescer.

Por fim, o que faz a qualidade do brinquedo não é o seu preço. Precisamos ter em mente que na mão de uma criança qualquer objeto pode se tornar um brinquedo. Lápis viram bonecas ou soldados, tampinhas viram bola de futebol, paninhos viram roupas maravilhosas. Os brinquedos de lojas têm o papel de entreter e desenvolver. Contudo, é preciso cuidado para que os tablets e Ipads não tomem conta da brincadeira. As tecnologias têm seu papel estimulador, mas nada estimula mais do que sentar no chão, fazer aquela bagunça gostosa com os brinquedos, atribuindo significados diversos para a brincadeira. No que se refere ao desenvolvimento infantil, brincar é saúde!

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