OPINIÃO

Em busca de menos tóxicos

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O Greenpeace está comemorando o crescimento da demanda por produtos “mais verdes”. Os números representam, ainda, um pequeno surto de consciência ecológica, mas, por mais tímidos que sejam, merecem ser destacados. Para tanto, numa tentativa de reforçar a publicidade positiva das empresas que cuidam do meio ambiente e ao mesmo tempo forçar outras a ingressarem nesse grupo dos protetores da natureza, o Greenpeace criou o levantamento chamado de green gadgets, que tem o objetivo de fundamentar pesquisas capazes de informar o consumidor e pressionar mudanças nas empresas.

A ideia é dar destaque para os produtos e serviços que estão livres de substâncias tóxicas e que a mão de obra não é empregada em situação degradante. Um dado importante é que segundo o levantamento da “Gadgets verdes: projetando o futuro”, praticamente toda a produção de celulares, em 2006, quando se iniciou a pesquisa, continha alguma substância tóxica. Em 2014, o percentual caiu para 50%. Apesar dessa vitória, ainda a fabricação de celulares responde por 80% das emissões de carbono (CO2) na atmosfera. Em 2014, 2,5 bilhões de aparelhos serão fabricados no mundo. A produção de celulares menos agressivos ao meio ambiente é uma preocupação do Greenpeace, que é uma das principais ONGs mundiais de combate aos danos ambientais. 

RESÍDUOS ELETRÔNICOS

Outra problemática que preocupa a organização ecológica é a destinação dos resíduos eletrônicos. Segundo dados do Greenpeace, em 2012, foram produzidos 4,9 milhões de metros cúbicos de lixo eletrônico no mundo, o equivalente a sete quilos por pessoa. Até 2017, a previsão não é nada otimista, pois deveremos produzir mais resíduos, gerando um crescimento na ordem de 33%. A aposta do Greenpeace, com a qual, particularmente concordo, é que a divulgação entre os consumidores pode ser um instrumento eficaz para conter a venda de produtos que causem graves danos ao meio ambiente, sendo também argumento para fomentar a compra de produtos ecologicamente sustentáveis. Nesse processo, cada um pode fazer a sua parte, pesquisando e divulgando as iniciativas saudáveis. Deve-se buscar produtos de empresas que comprovem a fabricação sustentável, pelo uso ou não de componentes livres de PVC e BFR (compostos químicos tóxicos nocivos à saúde e ao meio ambiente).

APARELHOS CELULARES, PCs E TABLETS

No caso dos aparelhos celulares, já ganham destaque iniciativas verdes adotadas por várias empresas, de acordo com a pesquisa da “Gadgets Verdes” como a Nokia, Sony Ericsson e Apple; na posição intermediária estão LG, Samsung, Acer e RIM (BlackBerry). A Panasonic ficou como retardatária no grupo. Na linha dos PCs e tablets a Apple aparece isolada como pioneira na busca por produtos ecologicamente sustentáveis. A HP, Dell, Acer, Wipro, LG, Lenovo, HCL, Samsung e Toshiba se encontram no grupo que usa a maior parte de componentes livres de PVC e BFR. Já a Panasonic e Sony não têm plano de eliminação dos componentes tóxicos.

TELEVISORES

Na pesquisa realizada pelo Greepeace em relação aos televisores, apenas um produto da Philips está na categoria livre de PVC e BFR, mas a organização em defesa do meio ambiente reconhece os esforços das empresas LG e Toshiba; e apresenta na categoria de pouca credibilidade, Samsung, Sony, Panasonic e Sharp.

CONSUMIR MENOS

Zygmunt Bauman advertiu que “o consumismo de hoje […] não diz mais respeito à satisfação das necessidades […]. Já foi dito que o spiritus movens da atividade consumista não é mais o conjunto mensurável de necessidades articuladas, mas o desejo – entidade muito mais volátil e efêmera”. Pois se controlar esse desejo insaciável é algo muito difícil, quase impossível para alguns, o ideal é que as pessoas ao consumir tenham a consciência de escolher os bens que poluem menos o meio ambiente.

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