Energias coletivas que fazem a diferença

Muitas pessoas já estão contribuindo para melhorar o dia a dia das crianças e dos adolescentes das casas de acolhimento, mas ainda há muitas mãos e energias que também podem fazer a diferença

Por
· 2 min de leitura
Objetivo do Projeto Egrégora é reforçar na sociedade o papel de responsabilidade no cuidado e acolhimento de crianças e adolescentes que tiveram de ser afastados de suas famílias

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

O significado da palavra Egrégora já é uma realidade no município de Passo Fundo. A origem vem do grego e se refere à soma de energias coletivas. O projeto, lançado há quase cinco meses pelo Ministério Público e Prefeitura de Passo Fundo, através da Secretaria de Cidadania e Assistência Social (Semcas), é recente, mas já começa a colher resultados positivos. São cerca de 25 parceiros prestadores de serviço ou oficineiros e mais de 16 parceiros financeiros cadastrados. Mas ainda há muito o que fazer pelas quase 80 crianças e adolescentes acolhidas em uma das quatro casas de acolhimento existentes no município. Esses jovens foram parar nestas casas devido a violação de direitos que sofreram, na maioria das vezes, no próprio núcleo familiar.

São crianças e adolescentes que precisam de carinho, proteção e de toda uma estrutura física adequada para que possam viver durante o período que ficam afastadas dos seus responsáveis legais. A Prefeitura de Passo Fundo é responsável pela gestão de três das quatro casas de acolhimento. Cada uma das casas têm capacidade para atender até 20 acolhidos. Também há oito jovens nas famílias acolhedoras e um acolhido na guarda subsidiada. A burocracia para contratação de serviços e, até mesmo, a falta de recursos públicos, às vezes, impedem que todas as necessidades destas crianças sejam atendidas de forma plena.

Mas, a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), ressaltam que além da família e do Estado, toda a sociedade é responsável pela proteção destes jovens, que estão em um momento de desenvolvimento físico, psicológico, moral e social. Portanto, cada cidadão também pode contribuir para melhorar a vida destas pessoas. É nesta convicção que surgiu o Projeto Egrégora.

 

Benefícios de ser um parceiro

O empresário Guerton Schell Benck é uma das pessoas que resolveu abrir as portas da sua academia, no centro da cidade, para receber as crianças e adolescentes das casas de acolhimento. “Já tínhamos um projeto social que envolvia crianças, adolescentes e adultos, mas não abrangia as casas de acolhimento. Sempre nos voltamos para a questão social. 

As academias tem um papel importante na saúde e na qualidade de vida das pessoas. Colocamos toda a estrutura na academia a disposição do projeto Egrégora”, revela Guerton.

Cerca de 20 jovens já estão treinando regularmente na academia nas mais diversas modalidades como musculação, treino funcional, pilates e natação infantil. “Recebemos eles com muita alegria. Não custa nada.  Nosso espaço é grande e comporta. Percebemos que melhora o humor e a evolução no comportamento deles. É importante que toda a sociedade olhe um pouquinho mais para estes jovens. Temos tantas empresas que podem contribuir”, afirma o empresário.

Outro parceiro do projeto decidiu oferecer cortes de cabelo, manicure e outros procedimentos para os acolhidos. O cabeleireiro Elton Gaspar afirma que ajudar faz bem. “O fato de disponibilizarmos esses momentos pode ajudá-los a acreditar num futuro com mais expectativas, que pode haver sempre alguém de braços abertos para nos acolher. Perceber a humildade nos gestos e na carinha deles nos emociona, nos faz perceber que eles precisam de um pouco de nós, um pouco da nossa atenção, do nosso carinho”, garante Gaspar.

Já os alunos da Faculdade Anhanguera, por exemplo, fizeram uma ação, por meio do Projeto Trote Solidário da Instituição, e arrecadaram recursos de estudantes e professores para adquirir quatro casas de brinquedo para as casas de acolhimento. “Acredito que o maior benefício foi contribuir para a autoestima desta crianças, ao proporcionarmos brinquedos novos, que não existiam antes nestas entidades”, destaca o diretor da Instituição, Robson Formigheri.

O sentimento de ajudar essas crianças e adolescentes também foi enfatizado pelo diretor da Faculdade. “Solidariedade! Este sentimento foi percebido por toda a comunidade acadêmica que participou do Projeto Egrégora, por meio do nosso Trote Solidário, sobretudo, para estas crianças vulneráveis. Fazendo o bem ao próximo, estamos fazendo bem a si mesmos”, declara Formigheri.

Gostou? Compartilhe