Escola Mário Quintana é liberada para retomada das aulas

Depois de passar cerca de três meses interditada por apresentar sérios problemas na rede elétrica, instituição volta a receber a comunidade escolar a partir desta quarta-feira. Desinterdição foi feita ontem pelos Bombeiros

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· 2 min de leitura
Bombeiros realizaram uma nova vistoria no espaço durante a tarde de terça-feira

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Quase três meses após o choque elétrico que atingiu uma professora dentro da Escola Estadual de Ensino Médio Mário Quintana ter servido de estopim para a interdição do educandário, os mais de 500 alunos da instituição podem, finalmente, voltar a frequentar as aulas a partir desta quarta-feira, nos três turnos. É que o Corpo de Bombeiros assinou, na tarde de ontem (27), um novo alvará autorizando a desinterdição parcial do espaço, depois de este ter passado por uma série de reparos, que vinham sendo realizados desde junho deste ano, a fim de acatar às readequações estruturais solicitadas pelo órgão. “A escola é subdividida em blocos. Com a reforma, foram estabelecidas as condições mínimas de segurança para que a comunidade possa usar os pavilhões que abrigam as salas de aula, a sala de vídeo, o refeitório da escola e o pátio coberto. Já a parte administrativa ainda precisa passar pela substituição da rede elétrica e outras adequações na edificação, por isso, permanece interditada”, explica o soldado responsável pela vistoria da escola, Diego Rafael Kaipper Raimundo.


As obras de reforma, orçadas em R$ 32 mil, contemplaram a substituição da rede elétrica, a aquisição de novos extintores de incêndio, a instalação de iluminação emergencial e sinalizações de orientação e salvamento e a construção de uma nova tubulação de gás. A adequação de todos esses fatores era uma exigência do Corpo de Bombeiros, que vistoriou o espaço a pedido do Ministério Público e, constatando o comprometimento estrutural, interditou os blocos do educandário no dia 5 de junho deste ano. Em 36 anos de funcionamento, a escola nunca havia recebido reformas significativas na rede elétrica, motivo pelo qual a estrutura apresentava sérios problemas de deterioração. “Do jeito que estava antes, qualquer criança poderia levar um choque. Agora está muito melhor”, comenta Raimundo. Ainda segundo ele, quando o prédio foi interditado, os Bombeiros previam que a situação fosse normalizada em cerca de 40 dias, mas foram surpreendidos por diversos contratempos. “Esperávamos liberar mais rápido, mas a burocracia do Estado fez com que esse prazo chegasse a quase 90 dias”.

 

Para que o bloco onde está localizado o setor administrativo da Mário Quintana também seja liberado, a escola precisa aguardar uma nova obra. Segundo a diretora da instituição, Maria Elena Ceccon, a Secretaria Estadual de Educação já deu início ao projeto de recuperação do espaço – que, além de reparos na rede elétrica, deve receber o aterramento dos fios –, mas a previsão é de que as obras comecem somente em março de 2020. “Por enquanto, vamos transferir a parte administrativa e o atendimento ao público externo para o bloco onde antes funcionava a sala de vídeo. O mais importante, no momento, é que vamos poder retomar as aulas e com segurança. Nas últimas semanas, tivemos cerca de 80 alunos que solicitaram transferência para outras escolas por conta da interdição. Agora, esperamos que eles voltem a fazer parte do nosso quadro de estudantes”.

 

Aulas serão recuperadas aos sábados


Devido à interdição dos prédios da Escola Mário Quintana, os mais de 580 estudantes que ficaram sem aula durante quase três meses precisarão agora recuperar as horas letivas que foram perdidas. “Isso, no calendário letivo da escola, representa 55 dias de aula para recuperar. Vamos absorver essas horas nos sábados e, possivelmente, durante boa parte do período previsto para férias escolares”, explica a vice-diretora da instituição, Jucenara Oliveira. A previsão inicial é de que o calendário escolar se estenda até o dia 28 de janeiro. O novo calendário será enviado nesta semana para análise do Conselho Escolar e da 7ª Coordenadoria Regional de Educação. Depois, ainda precisará ser aprovado pela Secretaria Estadual de Educação e o Ministério Público.

 

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