OPINIÃO

Fatos 01.10.2019

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· 2 min de leitura

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O Porto já tem local

Depois de estudar três vazios urbanos no litoral Norte, entre Torres e Capão da Canoa, o engenheiro civil e ex-prefeito de Passo Fundo Fernando Machado Carrion já tem o ponto exato onde deve ser construído o novo Porto do Estado. Será na localidade de Rondinha, em Arroio do Sal, numa área de propriedade do empresário Antônio Roso e outros sócios. São 720 hectares para a instalação do Porto e do Retroporto. Um projeto complexo que será concluído somente no fim de 2020 pela empresa Bolognesi Engenharia, que deverá operar um terminal de gás no local. Entusiasta no assunto, Carrion estima que toda a obra fique pronta em cinco anos. Só o projeto terá um custo de R$ 30 milhões e todo o Porto, um investimento privado de R$ 3,2 bilhões, boa parte de fundos de investimentos nacionais e internacionais ou players de mercado. A proposta é transformar o empreendimento no 4º Porto do Brasil em granéis sólidos e o 7º em movimentação de contêineres. “O local não poderia ter as melhores condições técnicas para um Porto. Os Ingleses tinham razão”, disse.

Economia

A instalação de um Porto em Torres vai significar uma economia extraordinária para várias regiões produtoras do Estado, especialmente a nossa. O Estado produz 19 milhões de toneladas de grãos,  sendo que 80% saem da região Norte. A capacidade nominal de embarcação via Porto de Rio Grande muito baixa e outros portos no país são acionados para escoar a safra como Paranaguá, Imbituba, São Francisco do Sul o que acaba encarecendo o custo da produção. Com capacidade instalada no Estado, além de reduzir distância, vai se tornar mais barata. Uma carga transportada por navio no sistema cabotagem (entre portos) custa 9x menos do que pelo sistema rodoviário. O Porto terá capacidade de receber 8 milhões de toneladas de grãos e 500 mil containeres ano (para atender especialmente as regiões da Serra e Vale dos Sinos).

A história do Porto

Segundo escreve Carrion em um artigo recentemente publicado por ON, “em 1861, após a pendência com a Inglaterra pela "Questão Christie", o imperador Pedro II contratou os engenheiros ingleses Law e John Clarke para estudarem o melhor local de porto marítimo na costa Sul, e aí apareceu Torres. Após longas pesquisas, em 1875, o relatório propôs "construir dois molhes mar adentro, um a partir da Torre Norte (Morro do Farol) e outro a partir da Torre do Centro (Morro das Furnas), até quase a ilha dos Lobos, num ancoradouro de 100 hectares". Extensos levantamentos batimétricos, apontam as águas de Torres como ideais, pois "lá não há dificuldade de construção e é a melhor posição para propósitos navais".

Nova tentativa

Conta o ex-prefeito que “em setembro de 1931, o presidente Getulio Vargas retomou a ideia, e o Decreto nº 20.477 "autorizou contrato com o RS para construir o porto de Torres", mas a ideia não prosperou. Em fevereiro de 1993, como deputado federal, fui relator da Lei nº 8.630, aprovada pelo Congresso, que regula o sistema portuário brasileiro, e entendi o acerto dos engenheiros ingleses.”

Ameaças

Proprietário da empresa responsável pelo serviço de Outdoors em Passo Fundo recebe nova ameaça em função do painel instalado na Avenida Brasil, bairro Petrópolis, contendo críticas ao ministro da Justiça Sérgio Moro. O grupo intitulado Mais a Esquerda está ingressando com representação no Ministério Público para responsabilizar autores das ameaças. Este outdoor já foi retirado da Sete de Setembro e vandalizado na BR 285, o que gerou ocorrência policial.

Inócuo

Se a intenção é evitar que as pessoas leiam, é inócuo o pedido do subprocurador-geral da República Moacir Guimarães Morais Filho, para que o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) apreenda todos os exemplares do livro “Nada menos que tudo”, em que o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot revela ter planejado matar o ministro Gilmar Mendes, do STF. O livro já circula na íntegra pelas redes sociais como o whatsApp.

   

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