OPINIÃO

Fatos 03.08.2017

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Vergonha nacional

A moral, a família, o fim da corrupção, Deus, o cachorro, e a vó do badanha foram deixados de lado pelos deputados federais, ontem, na votação do relatório que pediu o arquivamento da denuncia da Procuradoria Geral da República contra o presidente Michel Temer (PMDB). Desta vez, não houve fervor ao justificar o voto. Comedidos, a forma de agradecer pela liberação antecipada de emendas parlamentares, pelos cargos de primeiro e segundo escalão e benesses distribuídas pelo Palácio do Planalto nas últimas semanas, veio em forma do SIM. Ninguém, nenhum cidadão brasileiro pode dizer que está sendo enganado. A negociata espúria que se sucedeu nas últimas semanas foi à luz do dia ou em jantares amplamente divulgados. Não faltaram holofotes para relatar que valeu de tudo para permanecer como carrapato ao poder. O jogo político foi pesado e as forças que jogam no Parlamento aceitaram as regras. Em nome de uma pretensa estabilidade para o país, varremos a sujeira para baixo do tapete.

Descolamento

Decisão do PSDB de liberar parlamentares e de orientar pela votação contra Temer, demonstra que os tucanos estão mais pra lá do que pra cá. Descolamento natural do governo, de olho em 2018.

Defesa

Na maioria das vezes, deputados aliados votaram e justificaram a estabilidade econômica como o argumento mais forte. Mas não houve defensa da inocência do presidente, que é acusado de corrupção passiva.

Bolão

Alguns jornalistas divulgaram que correu solto nos bastidores um bolão para saber por quantos votos a denuncia seria arquivada. Teve gente que chutou 300 votos.

Gaúchos

Maioria dos deputados gaúchos votou pela investigação do presidente. Veja os votos:

Em defesa de Temer

Alceu Moreira (PMDB)

Darcísio Perondi (PMDB)

José Fogaça (PMDB)

Mauro Pereira (PMDB)

Osmar Terra (PMDB)*

Covatti Filho (PP)

José Otávio Germano (PP)

Renato Molling (PP)

Sérgio Moraes (PTB)

Ronaldo Nogueira (PTB)*

Cajar Nardes (PR)

Yeda Crusius (PSDB)

 

Pela investigação

Onyx Lorenzoni (DEM)

Afonso Hamm (PP)

Jerônimo Goergen (PP)

Luiz Carlos Heinze (PP)

Afonso Motta (PDT)

Pompeo de Mattos (PDT)

Carlos Gomes (PRB)

Heitor Schuch (PSB)

Jose Stédile (PSB)

Danrlei de Deus Hinterholz (PSD)

Bohn Gass (PT)

Henrique Fontana (PT)

Marco Maia (PT)

Marcon (PT)

Maria do Rosário (PT)

Paulo Pimenta (PT)

Pepe Vargas (PT)

João Derly (Rede)

Licença-saúde

Giovani Cherini (PDT) 

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