OPINIÃO

Fatos 10.05.2016

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· 2 min de leitura

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E aí?

A decisão do presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão, PP, de acatar parcialmente o pedido da Advocacia Geral da União, tornando nula a sessão que aprovou a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, veio no pior momento possível para o país. Não se trata de negar a garantia da ampla defesa ou consertar algo que, talvez, até possa ser questionado judicialmente. O fato é que a decisão veio atrasada, extemporânea, como bem mencionou o presidente do Senado Renan Calheiros, PMDB, ao anunciar que desconsideraria a decisão do presidente da Câmara. O que Maranhão conseguiu em poucas horas, foi momentos de fama internacional, porque a repercussão da sua decisão foi além das fronteiras, e embaralhar o já nebuloso cenário político nacional. E o que isso tem a ver com o pobre cidadão brasileiro, que pena com o desemprego, custo de vida caro e deficiência no atendimento da saúde? Tudo. Enquanto esses caras de Brasília não se entenderem, sobra pra quem rema o barco.

 

Judicialização

A atitude de Maranhão deve gerar nova judicialização do processo. Afinal de contas, por ato isolado, ele suspendeu a sessão da Câmara que admitiu o impeachment. E se está suspensa, em tese, o processo não deveria andar no Senado. O ex-ministro Joaquim Barbosa disse nas redes sociais ontem:  "Inesperada decisão" do presidente interino da Câmara Waldir Maranhão (PP-MA) "dificilmente escapará ao crivo do STF".

Waldir “Safadão”

O apelido repercutiu após brincadeira do vereador Aristeu Dalla Lana (PTB) na sessão da Câmara. “Quando eu digo que vou morrer e não vou ver tudo nesse mundo, é verdade. Este Waldir Maranhão é um verdadeiro safado. Definitivamente o Waldir Safadão”. Segundo Dala Lana, a decisão de tentar anular a decisão da Câmara dos Deputados foi inapropriada. “Tenho visto as pessoas que se manifestaram aqui nesta tribuna. Disseram que a atitude deste Maranhão foi aceitável. Eu acho que quem defende ladrão é ladrão”.

 

Defesa

O vereador Paulo Pontual, PP, aproveitou o grande expediente da sessão de ontem para falar da necessidade urgente de uma reforma política no país. De quebra fez uma defesa escrachada do Regimento Militar, dizendo que na época tudo funcionava melhor. O PP, como se sabe é oriundo da antiga Arena, partido de sustentação do Regime Militar.  

A tal da vontade....

Existem problemas crônicos em Passo Fundo que só serão enfrentados e resolvidos quando houver vontade para isso. Cito dois: primeiro, os taxímetros que não são acionados na hora da corrida; segundo, o atendimento das funerárias a famílias em situação de vulnerabilidade. Este último merecia, no mínimo, uma CPI na Câmara de Vereadores. A reportagem publicada ontem pelo jornal O Nacional, com grande repercussão nas redes sociais, escancara o desrespeito com que famílias como a do adolescente Alessandro são tratadas quando não podem pagar os serviços. Embora o tema tenha sido tratado pela Cebes, poderia ser aprofundado pelos vereadores. Quem sabe mudar a legislação, tornando-a mais rigorosa no sentido da punição, não seja uma saída?

 

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