OPINIÃO

Fatos 10/10/2012

Por
· 1 min de leitura

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

Resultado
Baixada a poeira e fora da zona emocional da campanha eleitoral, é importante que se diga que o resultado da eleição em Passo Fundo não representa apenas a soma do resultado da oposição com o resultado obtido pela situação. Os componentes que determinaram a vitória de Luciano Azevedo, PPS, são muitos e variados.  A soma de todos os ingredientes é que compõe o quadro político atual.

Aprovação
Não é justo dizer que a não eleição de Rene Cecconello, PT, como sucessor de Airton Dipp, represente a reprovação da atual administração. Ao contrário, o governo de Dipp teve aprovação média superior a 50% em dois institutos conceituados (Methodus, em junho) e (Ibope, em setembro), sendo que neste último chegou a quase 60%. Além disso, Luciano se elegeu com o lema de que manteria o que está bom, justamente por saber do resultado positivo das ações do governo Dipp.

Livre
A votação expressiva obtida por Osvaldo Gomes, mesmo com o registro da candidatura indeferida, foi conquistado pelo próprio candidato que, como disse em coluna anterior, é um fenômeno eleitoral. No entanto, Gomes passeou livre durante toda a campanha. Não sofreu qualquer desgaste por conta de alguma crítica mais forte dos adversários. Ao contrário, enquanto Cecconello e Luciano polarizavam o debate, Gomes comia pelas beiradas.

Político
Outro componente e que pesou, sem dúvida, foi o político. O PDT entrou dividido na campanha. Enfrentou a ira de Giovani Corralo que defendia candidatura própria e queria ser candidato. Corralo se desfiliou do partido, expôs as feridas trabalhistas e no final da campanha abriu voto para Luciano. Os pedetistas mais fervorosos não votaram no PT e o eleitor mais conservador também não.

Debate
No entanto, o fator determinante foi desencadeado pelo debate da RBS-TV, a dois dias da eleição. Luciano que é um comunicador nato deixou a cartada para o último dia. Trouxe à tona a questão do Mensalão e Cecconello não conseguiu contrapor à altura. O prefeito eleito teve ajuda de Gomes e de Marcelo Zeni, do PSOL. Não havia mais tempo de reverter.

Gostou? Compartilhe