OPINIÃO

Fatos - 12/11/2012

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· 1 min de leitura

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Reflexões
“Em comunidades onde há um forte sentido comunitário, não há instituição mais forte que o jornal local”. A frase é do bilionário americano Warrer Buffett que nos últimos meses comprou nada mais, nada menos do que 63 jornais locais nos Estados Unidos. A citação foi apresentada neste sábado pelo assessor de comunicação da Associação Nacional de Jornais, Carlos Alves Müller, durante encontro anual da Associação dos Diários do Interior (ADI), em Canela. O palestrante que chegou a causar desânimo no começo da fala, ao apresentar um cenário caótico para o meio impresso no mundo, deu um novo alento aos empresários e jornalistas presentes ao fechar a palestra com o exemplo do bilionário americano. Em síntese: nenhum investidor multimilionário vai comprar algo que não aposte ser um bom negócio.
 
Complemento
A coluna que, normalmente, dedica-se a temas políticos, pede licença ao leitor para fazer uma breve reflexão sobre a comunicação na forma em que ela está posta no mundo atual, a partir das conclusões retiradas no Congresso da ADI. O evento serviu para comprovar tese desta colunista: o jornal não vai acabar. Nenhuma plataforma de comunicação substituirá a outra. Isso significa dizer que elas se complementam.
 
Mudança
O modelo de negócio do jornalismo está em franca transformação. O maior jornal do mundo, o New York Times, talvez seja o exemplo clássico disso. O conservadorismo está dando lugar a vários modelos de negócio como a cobrança de conteúdo digital e a presença em todas as plataformas.
 
Cenário
O Brasil, a China e a Indonésia são os três países que passam à margem da crise dos jornais no mundo. Nos últimos dez anos, o Brasil, em especial registrou crescimento na circulação de jornais. E há uma razão especial para isso: o crescimento da classe C que passou a consumir mais também a informação pelo meio impresso. Foi neste novo cenário que, o Correio da Bahia, por exemplo, apostou para crescer a circulação em 300%.
 
Caminho
O Congresso da ADI demonstra que o Grupo O Nacional está no caminho certo: aposta em outras plataformas de comunicação; atualiza com freqüência sua apresentação gráfica; aposta na imagem, nos infográficos como complementos da informação; investe em outros produtos a longo prazo como os anuários e está atento as transformações permanentes.

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