OPINIÃO

Fatos 15.03.2017

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· 2 min de leitura

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Dipp deixa a Itaipu

O ex-prefeito de Passo Fundo Airton Dipp não é mais o diretor técnico executivo da Itaipu Binacional. A exoneração do cargo foi feita juntamente com os demais membros da diretoria. Para o seu lugar, o presidente Michel Temer nomeou Rubens de Camargo Penteado. O diretor-geral será agora Luiz Fernando Vianna, em lugar de Jorge Miguel Samek. Dipp, que foi nomeado em 2014 pela ex-presidente Dilma Rousseff, aguardava a exoneração desde o ano passado, quando Temer assumiu definitivamente a presidência, depois do impeachment. Ontem e hoje, Dipp ainda participa de reuniões com os novos diretores para um processo de transição transparente. No final de semana, ele vai a Brasília participar da convenção do PDT nacional e na semana que vem estará em Passo Fundo para renovar a carteira de motorista. No município, Dipp ainda mantém a residência que está cuidada por caseiros. No entanto, desde que assumiu a diretoria técnica de Itaipu, mudou-se com a família para Porto Alegre, onde deve permanecer.

Futuro

Agora, ex-prefeito pretende tirar férias. Vai descansar para iniciar novos projetos, sem revelar detalhes. A política ficará no âmbito da participação partidária (PDT). Não está nos planos, como tem reafirmado, concorrer a um cargo eletivo. Com um currículo profissional dos mais ricos, acrescido da experiência em Itaipu, muito provavelmente, vai se dedicar a iniciativa privada. Deixa saudades entre os funcionários que estiveram sob seu comando. Esteve 80% presente em Itaipu e 20% em Curitiba. Foi importante na solução de questões de gestão interna como a periculosidade na distribuição técnica dos profissionais da área de risco. Os critérios definidos para este quesito são considerados satisfatórios tanto para as leis do Brasil quanto para a legislação do Paraguai.

A lista de Janot

O Procurador da República Rodrigo Janot entregou ontem a lista de envolvidos na Operação Lava Jato, resultado da delação de executivos da Odebrecht. O sigilo da investigação impede a divulgação de nomes. A lista não oficial já está percorrendo o mundo e é o próprio Janot que pede a retirada do segredo de Justiça.

Os números

A Procuradoria fez ao Supremo 320 pedidos:

83 de abertura de inquérito

211 de remessa de trechos das delações que citam pessoas sem foro no STF para outras instâncias

07 pedidos de arquivamento

19 outras providências

Punir e educar

O advogado Osmar Teixeira entende que o volume de material é suficiente para que os processos durem de quatro a cinco anos. No entanto, reforça que a Lava Jato, mesmo complexa e demorada que será, tem o maior papel de estancar a sangria da corrupção no Brasil. O único problema, na visão dele, é que este processo não está vindo como mecanismos de educação. “Punir e educar deveriam integrar mecanismos avançados para acabar com a educação”, ponderou.  

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