OPINIÃO

Fatos 21.01.2017

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· 1 min de leitura

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A cabeça de Teori

Quem nunca quis ser uma mosca para ver o que estava acontecendo em algum lugar onde não pudesse estar fisicamente? A declaração do filho do ministro do STF Teori Zavascki (morto em acidente aéreo na quinta-feira à tarde) resume o imbróglio a que chegou a Lava Jato: “Ele tinha todo o processo na cabeça. Toda a estratégia de como seguir daqui a diante. Acho que se perde uma quantidade de informação muito grande”, disse à imprensa o advogado Francisco Prehn Zavascki, filho do magistrado, que tem escritório em Porto Alegre. Quando uma informação não é compartilhada, e no caso da Lava Jato, Teori tinha toda a razão de não compartilhar, ela morre com quem a detinha. Inegavelmente este que é o maior processo de corrupção do país terá outro desfecho que não o que estava sendo organizado pelo relator. Primeiro, que haverá atraso na continuidade do trabalho; segundo, cada cabeça uma sentença. O caso requer a excepcionalidade, como resposta aos brasileiros. 

Ilações

A incerteza gera medo. Estão todos com medo: delatados e delatores da Lava Jato. Por enquanto, e até prova em contrário, as teorias de conspirações não passam de ilações muito mais de cunho político do que qualquer outra coisa. Neste momento, trata-se de uma trágica coincidência.

Presságio

“No Brasil, não basta vencer a eleição, é preciso ganhar a posse!”.  A célebre frase de Tancredo Neves soa como pressagio neste momento de turbulência e comoção.

Caso resolvido

O presidente da Câmara Patric Cavalcanti (DEM) recebeu um grupo de funcionários terceirizados do município para informar sobre as medidas adotadas que garantirão aos servidores o recebimento dos salários atrasados. Há 10 dias os trabalhadores procuraram a Casa para solicitar a intermediação junto ao Executivo sobre o atraso dos pagamentos de dezembro e o 13º salário pela empresa Agroinvest Produtos e Serviços. Patric informou que a Justiça já fez a retenção dos valores pagos pela Prefeitura à empresa e que este recurso será repassado aos funcionários através do Sindicato, via depósito judicial.

Refrescando a memória

Reportagem da jornalista Julia Maziero Possa (páginas 6 e 7) esclarece sobre o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil. Este que trata do novo regramento para convênios entre poder público e entidades assistenciais. Só para lembrar aos leitores, no dia 23 de novembro de 2015, ON deu atenção ao tema, alertando que estava vigente o prazo para adequações. O prazo passou e a vez de aplicar a lei chegou. 

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