Funcionários dos Correios voltam ao trabalho

Dias paralisados deverão ser recuperados no prazo de 180 dias. Para colocar a carga em dia, serão realizados mutirões nos próximos dias 12 e 13 de outubro. Bancários negociam hoje com a Fenaban

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Depois de 27 dias em greve, os funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) de Passo Fundo voltam hoje (9) ao trabalho. A decisão foi tomada após o julgamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta terça-feira (8) em Brasília que atendeu parcialmente às reivindicações dos empregados dos Correios, concedendo 8% de reajuste salarial, 6,27% de aumento nos benefícios (auxílio de alimentação, creche e outros) e manutenção do plano de saúde da categoria, que estaria sob ameaça de ser privatizado.

Segundo o diretor da subsede do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos (Sintect/RS), Gelson Luis Zapello, a mobilização atingiu cerca de 50% do efetivo de empregados na cidade, totalizando 60 trabalhadores. A estimativa é que eles levem entre 10 e 20 dias para colocar a carga em dia. “Não temos certeza do volume que está atrasado, mas a informação é que o número de objetos é grande”, disse. A determinação do TST é que a categoria deva recuperar os 27 dias parados nos próximos 180 dias. “Vamos trabalhar duas horas a mais por dia”, esclareceu.

Segundo a assessoria de imprensa dos Correios, no Rio Grande de Sul, cerca de 14% dos 8.042 empregados aderiram à paralisação parcial dos Correios. Em Passo Fundo, dos 161 empregados previstos para trabalhar na região, 44 fizeram greve. No último final de semana, foram realizados mutirões nas localidades em que houve paralisação e, ao total, foram entregues 1,4 milhão de objetos em todo Estado. Ainda restam 2,4 milhões de objetos no Rio Grande do Sul para serem entregues. Vão ser realizados mutirões nos próximos dias 12 e 13 de outubro e a previsão é de que em uma semana e meia toda a carga seja colocada em dia.

Bancos
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) volta a se reunir hoje (10), às 10 horas, em São Paulo, para negociar o fim da greve dos bancários. Os trabalhadores estão paralisados há 21 dias. A nova rodada foi marcada após a rejeição, pelas assembleias dos sindicatos, da proposta de reajuste salarial de 7,1% e aumento do piso em 7,5%, apresentada pelos bancos na última sexta-feira (4). A proposta foi considerada insuficiente pela categoria. Entre as reivindicações, a categoria pede reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação), PLR de três salários mais R$ 5.553,15, piso de R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese), auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional) e melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.

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