OPINIÃO

Grande demais para quebrar -Too Big to Fail

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Será que o X-Eike Batista com seus projetos, iludiu todo o mundo, inclusive analistas competentes, o então é caso de prevaricação. O cidadão comum ou pequeno empresário, para conseguir um empréstimo, é obrigado a apresentar garantias reais, aos bancos que fazem um acurado levantamento do passado e presente da pessoa física e jurídica, inclusive com previsões e os impactos ambientais e ações que possam colocar em risco os projetos.
O que o mercado busca nesse momento é encontrar base sólida nos investimentos do Grupo X, cujos projetos e ações se desmancham no ar, nem ele soube operar com seriedade os recursos levantados no mercado ou tomados de fundos de pensão, agências e bancos oficiais.

Segundo dados obtidos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a OGX é a companhia de óleo e gás do grupo EBX. Responsável pela maior campanha exploratória privada em curso no Brasil, a OGX produz petróleo na Bacia de Campos. Então fato relevante foi informado que o primeiro jorro de petróleo aconteceu no dia 29 de janeiro de 2012, às 19 horas, 46 minutos e 40 segundos, quando teve início o processo de abertura, na Bacia de Campos, do poço de Waimea – "onda grande", nome indígena havaiano. Antes mesmo de jorrar o primeiro barril de petróleo, apresentou o navio –plataforma da OSX com capacidade de 800.000 barris, que ficou exposto no cais do Rio, porém o poço aberto produz somente 8.000 barris/dia, 12.000, no máximo, assim fica mais caro o custo de 100 dias para encher o navio que o valor do petróleo tirado.

Para alcançar tal proeza, tomou 13 bilhões de reais do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e do Fundo de Garantia de Tempo de Serviços (FGTS), via bancos oficiais leia-se Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal, para tentar sobreviver segundo noticia-se no mercado necessita de mais três bilhões de reais.

Conta no site do Grupo EBX a existência da empresa LLX que é a companhia de logística do grupo. A empresa é responsável pelo Superporto do Açu, maior empreendimento porto-indústria da América Latina. O projeto do Açu é miraculoso: para exportar minério, faz-se o porto; aproveita-se e constroem-se logo duas usinas siderúrgicas, cujo carvão trará das suas minas da Colômbia e vai poder aproveitar para fazer usinas térmicas. Como por aqui vai tirar gás, ótimo, instala outra usina. As siderúrgicas vão gerar escória e com ela, simples, implantam-se duas fábricas de cimento. Do aço, fabricam-se tubos que servirão para os dutos de petróleo e gás. E, com a chapa de aço, instala-se uma fábrica de carros, que o Brasil precisa tanto para gastar mais do farto petróleo da OGX.

Realizando uma pesquisa sobre a historio do porto de Açu, consta que o porto começou com (70 hectares), depois comprou outras áreas e o Governo do Estado do Rio desapropriou 5.700 ha de terras de usineiros falidos, em Campos e São João da Barra, e de humildes agricultores ou caiçaras. A faixa marinha da União é um achado, pois, conforme está lá na dívida, de longo prazo no balanço da LLX, é de R$ 25.000,00. Isso mesmo: pelo arrendamento da Secretaria do Patrimônio da União – SPU, Eike paga R$ 780,00/mês, por 25 anos.

Quando as empresas hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac e o banco Lehman Brothers sucumbiram com a crise do subprime americano entre 2008 e 2011, o Federal Reserve (Banco Central americano) considerou que poderia ser desencadeada uma crise sistêmica e socorreu o setor financeiro e automobilístico, com a justificativa de que eram grandes demais para quebrar (Too Big to Fail ). Esse parece ser o caso do império X que além dos bancos oficiais possui créditos nas mãos dos grandes bancos privados brasileiros Bradesco, Itaú e BTG Pactual.

Por fim, fica o questionamento, será que o Governo Federal vai estatizar algumas empresas do Grupo X, por meio da Petrobras? Ou ainda, forçar a Vale a comprar a MMX?

Adriano José da Silva
Professor da Escola de Administração da IMED

 

 

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