HSVP realiza método inovador de tratamento

Doença é determinada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias, exigindo do coração um esforço maior do que o normal

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Neste domingo, 26 de abril, é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, momento de alertar para os altos índices e as complicações causadas por essa doença. Dados do Ministério da Saúde revelam que mais de 30 milhões de brasileiros sofrem de hipertensão arterial, popularmente conhecida como pressão alta. Essa doença é determinada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias, exigindo do coração um esforço maior do que o normal para fazer com que o sangue seja distribuído corretamente no corpo. Segundo o médico eletrofisiologista que atua no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), de Passo Fundo, Dr. José Basileu Reolon, há quatro medidas efetivas para prevenir a hipertensão: controle do peso, atividade física e aeróbica regular, redução da bebida alcoólica e do consumo de sal. “A primeira orientação é muito importante, pois se a pessoa emagrecer 10 quilos, a pressão pode baixar até 20 mmHg”.
No entanto, se essas orientações não forem seguidas e a pessoa apresentar hipertensão que não é controlada com o uso de medicações, o Serviço de Eletrofisiologia do HSVP realiza o método Denervação da Artéria Renal, efetuado em novembro de 2013, de forma pioneira no estado. De acordo com o Dr. Basileu, o procedimento ainda é desenvolvido em caráter experimental e depende de um rigoroso protocolo para ser efetuado. Diante disso, a técnica foi realizada somente em uma paciente, a Jocelina Fonseca, de São Luiz Gonzaga, que sofria há 16 anos de hipertensão. Ela precisava tomar oito remédios anti-hipertensos diariamente, e mesmo assim, sua pressão atingiu os níveis 30/18. Após o procedimento, Jocelina está bem e com a pressão controlada.

O especialista lembra que antes de ser submetida a nova técnica, a paciente apresentava hipertensão maligna, com lesões renal, neurológica e do miocárdio.
A Denervação da Artéria Renal só é realizada em pacientes que já fizeram o uso de no mínimo três medicamentos para controlar a hipertensão, e que a doença não tenha causa específica. O procedimento consiste em cauterizar os gânglios simpáticos, que são os receptores responsáveis por produzirem adrenalina que estimula o aumento da pressão arterial. Esta cauterização diminui a liberação da adrenalina e, consequentemente, a pressão. “A Denervação da Artéria Renal ainda não está autorizada como método para ser feita em toda a população. Ela está muito bem fundamentada, mas para realizá-la temos um protocolo aprovado pelo Conselho de Ética Médica”, reitera Dr. Basileu.

O protocolo seguido pelos especialistas é de extrema exigência, uma vez que o paciente com perfil para fazer a técnica precisa ficar internado durante uma semana para receber dieta e medicamentos controlados. “O risco do procedimento é baixo e essa é a grande vantagem. Tem baixa taxa de complicação e apresenta resultado satisfatório. O objetivo da Denervação da Artéria Renal não é o de cura, mas sim proporcionar um benefício adicional para os pacientes”, destaca Dr. Basileu ao se referir à Jocelina, que melhorou sua qualidade de vida depois de fazer o procedimento.

Interessados em participar
Para quem tem pressão arterial não controlada com o uso de no mínimo três medicações, e que sua causa não é específica, pode ser submetido ao método da Denervação da Artéria Renal. Interessados podem contatar com a equipe do Serviço de Eletrofisiologia do HSVP, pelo fone (54) 3316 4036.

 

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