Manifestantes deixam cartazes em frente ao prédio do Ministério Público

Nono ato pela redução da tarifa de ônibus está marcado para esta terça-feira

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Manifestantes voltaram a protestar em Passo Fundo. O oitavo ato pacífico contra o aumento de passagens de ônibus do município reuniu aproximadamente 300 pessoas, que mais uma vez enfrentaram  chuva e frio,  no cruzamento da avenida Brasil com a rua Bento Gonçalves. Uma nova manifestação está marcada para esta terça-feira.

O protesto  iniciou por volta das 18h, com o fechamento das duas pistas da avenida. Os manifestantes voltaram a pedir a revogação do aumento da passagem, que passou de R$ 2,45 para R$ 2,70, no mês de abril.

 Representante do Sindicato dos Comerciários, Donatan Bertollo, 27 anos, garantiu  que o protesto segue até tarifa ser reduzida. “Em outras grandes cidades os prefeitos já baixaram, porque aqui não pode. O governo municipal está se mostrando intransigente. Ele não está representando os trabalhadores, tampouco,  os estudantes. Não vamos arredar o pé daqui enquanto não baixar ” afirmou.

Representante do plural LGBT, outra entidade que faz parte do Comitê de Lutas Sociais, responsável pela organização dos atos,  Emmanuele Colussi, 21 anos, disse que a participação dos passo-fundenses nos protestos caiu de quinta-feira para cá.  “Houve uma acomodação. As pessoas não estão fazendo a lição de casa. É preciso a participação consciente da sociedade sobre a importância dessa luta” afirmou.

Os manifestantes permaneceram por cerca de 30 minutos no ponto de encontro. Além do valor da tarifa, criticaram  gastos com a Copa do Mundo, salário dos professores estaduais, falta de investimentos na saúde, educação, e a corrupção no país.  Depois, a marcha seguiu  em direção à sede  Ministério Público, distante duas quadras.  Em frente ao prédio, pediram o apoio da entidade com o grito “Quem apoia pisca a luz”. Os ativistas vibraram quando a resposta veio de uma das salas do edifício. Cartazes foram deixados  na calçada e também na grade do edifício. Um deles dizia “Resistir até a tarifa cair”.

De volta à avenida Brasil, os manifestantes  seguiram pela Bento Gonçalves até o cruzamento com a Independência. Motoristas que aguardavam para fazer a travessia tiveram de retornar na contramão.  O mesmo aconteceu na esquina com a General Netto. Já em número reduzido, a caminhada seguiu pela  Independência até  a Sete de Setembro. Como já havia acontecido na sexta-feira, o ato encerrou por volta das 19h30min, na esquina com a Brasil.

Pronunciamento

O pronunciamento feito pela presidente Dilma Rousseff, anunciando medidas para melhorar o transporte, saúde, educação, e a realização de um plebiscito sobre a necessidade de uma Constituinte para discutir a reforma política no Brasil, não chegou a ser comentada pelos manifestantes durante o ato. Como muitos estavam em aula ou no trabalho, ainda não tinham conhecimento do conteúdo. Para quem conseguiu acompanhar, as opiniões se dividiram. Acadêmico de direito, Inayan Smaniotto, 24 anos, definiu o anúncio como ‘oportunista’. “ Achei uma vergonha ter feito isso agora . É só por causa do momento, em função da pressão para garantir a eleição do ano que vem” disse. Também aluno da faculdade de Direito, Humberto Souza Lopes, 31 anos,  entendeu como positivo o anúncio. “Achei importante, está impedindo a violência no país e buscando uma  saída para todos os brasileiros”, disse o estudante, que também protesta pela demora na chamada dos aprovados do concurso municipal realizado em 2009. “O prazo de quatro anos termina em novembro. Tem mais de 200 pessoas esperando. Vou montar acampamento na frente da prefeitura” declarou.

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