OPINIÃO

O Gre-Nal e as preferências dos religiosos

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· 3 min de leitura
Padre Farina, comentando, com sorriso, mais uma vitória do seu colorado. ( Arq.MD).

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--> Este final de semana nos oferece, dentre seus atrativos, o clássico Gre-Nal que será disputado na cidade de Erechim. Protagonista das mais curiosas páginas da história de nosso futebol provocou, entre nós, um fato que perdurou um longo tempo e que se tornou tradicional e muito conhecido. A cada jogo Gre-Nal, os sacerdotes, padre Paulo Farina, colorado, e o Monsenhor Damin, gremista, apostavam uma cerveja que sempre era servida, nas segundas feiras, sempre na mesma mesa do restaurante Maracanã, prédio que fica ao lado dos Correios, no início das tardes. Era infalível e já se sabia a quem caberia pagar. Várias vezes os encontrei e com eles fazia até matéria para o meu programa esportivo da Rádio Passo Fundo. Na foto o padre Farina, comentando, com sorriso, mais uma vitória do seu colorado. ( Arq.MD).
 
-->  Monsenhor Damin, foi o maior sacerdote que Tapejara teve, sendo o grande líder da emancipação daquele Município. Está lá sepultado, depois de uma longa passagem por Passo Fundo. Era de poucas palavras, mas sempre vibrava quando falava no seu Grêmio. Aí o temos, ao lado de Dom Urbano, poucos anos antes de nos ter deixado, repousando, hoje, no Cemitério de Tapejara.( Arq. MD).
 
--> Sempre causou curiosidade saber-se, no meio do clero, quais as preferências clubísticas de cada um. A maioria, para se manter livre e solto entre os fiéis, não revela suas preferências. Dom Urbano, nosso Bispo Emérito, custou muito para revelar por quem torcia, desde que chegou de Porto Alegre. Descobriu-se que era colorado. Num encontro de sacerdotes e bispos, na igreja do Sagrado Coração de Jesus, para festejar seu aniversário, foi anunciado o presente-surpresa que haviam reservado para entregar-lhe ao final da Missa Solene. Pois era, nada menos, que a flamante camisa do Internacional que ele exibiu orgulhoso para todos os presentes que muito aplaudiram a iniciativa. ( Arq. MD).  
 
--> Dos senhores bispos, sabe-se que Dom Liro é entusiasta torcedor gremista. Dom Ercílio se mantem calado, apenas sorri quando lhe perguntam por que time torce e nada revela. Dom Altieri, que é paulista, recém chegado, ainda não se familiarizou-se com a dupla Gre-Nal. Com o passar dos dias irá ver por quem irá optar. Dom Cláudio nunca revelou suas preferências com a dupla da capital. Mas num convite que recebeu para celebrar uma Missa na sede do Gaúcho não negou sua simpatia pelo clube alviverde, apesar de suas grandes amizades com a família Rebechi, Grazziotin, Taschetto e outros históricos torcedores do 14 de Julho. Na foto está ele celebrando, com o "Serra Clube" na sede do Gaúcho a Missa do aniversário do clube alviverde, com os casais associados daquela entidade. ( Arq.MD).
 
 
A morte da miss objetivo internacional
 
Passo Fundo teve, dentre os muitos títulos de beleza, um que foi de âmbito Internacional. Em l964, a revista Manchete e a Associação dos Fotógrafos Brasileiros, foram em busca de uma representante para disputar, juntamente com o Miss Universo, daquele ano, uma jovem que ostentasse e disputasse o título de Miss Objetivo Internacional. Por iniciativa dos fotógrafos do Correio do Povo e Diário de Notícias, indicaram a passo-fundense Carmem Teresinha Lucca. De família tradicional, irmã, dentre outros, do colunista Ene Lucca, já falecido, concorreu e levantou o título, inicialmente como representando brasileira e posteriormente, como Miss Objetivo Internacional. Dois anos mais tarde casou com o jornalista carioca Carlos Camargo com quem teve 4 filhos. Faleceu no último dia 29 em Porto Alegre e lá mesmo foi sepultada. A foto mostra Carmem Teresinha, seu noivo Carlos Camargo e a nossa conhecida Dalila Mello, no Turis Hotel, no dia de seu casamento. ( Ar q.MD).
 
A morte de Iracema Czamanski
 
 Foi sepultada no último dia 21 a senhora Iracema Czamanski. Completaria dia 31, 92 anos de idade. Foi esposa do fotógrafo Deoclides Czamanski. Com sua morte, encerra-se uma fase da vida passo-fundense que teve na família Czamanski a história da fotografia, das reportagens as mais importantes e que fizeram a história de Passo Fundo projetando sua gente. Mãe de Ronaldo, seu único filho, também fotógrafo, tendo no jovem Rafael, seu neto,  a 3ª geração nesta área de atividade  profissional. Na foto a vemso ao lado do esposa, quando este recebeu o título de Cidadão Passo-fundense, lei de minha autoria, vendo-se, ao lado, o então presidente, Luciano Azevedo.( Arq. MD).
 
Por onde andam os Azuizinhos?
 
A foto que vemos foi de fevereiro de 2000, quando o prefeito Júlio Teixeira criava e empossava os Azuizinhos, dando-lhes atribuições importantes, que se cumpridas fossem, seria importante para a coletividade. Hoje, parece, resumiu-se tudo na função da extrair multas no trânsito e nada mais. Está na hora de sabermos por onde andam, o que realmente fazem e que poderiam tornar-se muito mais útil à coletividade. ( Arq. MD).

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