Preservando o meio ambiente na prática

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Gerson Lopes/ON

Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, O Nacional buscou alguns exemplos práticos de iniciativas realizadas no dia a dia, no quintal das residências e propriedades, por pessoas conscientes sobre a necessidade de uma mudança de atitude para a preservação do planeta. Além dos benefícios à natureza, são medidas que, se ampliadas e difundidas, podem  representar uma economia significativa e, até mesmo, fonte de renda e oportunidade de trabalho. Um simples cálculo feito pelo comerciante José Teixeira de Lém, que recicla 100% do lixo produzido em sua empresa, revela que uma pessoa trabalhando diariamente por oito horas, com uma estrutura pequena, poderia produzir até 375 quilos de húmus por dia. Comercializando a R$ 12 o pacote de R$ 25 quilos, ao final de 25 dias trabalhado teria uma renda bruta de R$ 4.500. “E pensar que diariamente são despejadas toneladas de lixo orgânico no aterro sanitário, produzindo o chamado chorume” lamenta.

“A natureza empresta, mas pede de volta”
Enquanto para a maioria, encontrar um saco com lixo orgânico em frente à residência é motivo de incômodo, o comerciante José Teixeira de Lém considera um presente. A partir da formação teológica, o proprietário de uma casa de massas, no centro da cidade, aprendeu a valorizar a vida como um todo, incluindo a natureza. “Ela nos fornece os materiais necessários para a nossa sobrevivência, mas pede de volta para continuar a vida, temos que saber devolvê-los no lugar certo para não interrompermos esse ciclo” avalia. Quando não está em seu trabalho, Teixeira dedica boas horas dos finais de semana, no pátio de sua casa, aplicando as técnicas de compostagem, desenvolvidas em vários cursos, para transformar material orgânico em húmus. Ele aproveita todo o lixo que sai da empresa e, ainda, recebe uma boa parte da vizinhança. Com a estrutura montada, consegue  produzir até 50 quilos por dia. Há pelo menos 20 anos envolvido nessa atividade, ele agora já está comercializando o produto. Quando sobra um tempo, ainda percorre escolas para mostrar aos estudantes, como acontece na prática a transformação do lixo. “Toda essa riqueza é tratada como doença por falta de incentivo e conhecimento. Acredito que somente através da educação poderemos mudar essa realidade” comenta.
 
Banho quente sem gastar energia elétrica
Tomar um banho quente no inverno sem aumentar as despesas na conta de luz e, ainda por cima, usando energia limpa. Com essa intenção o aposentado Tarcisio Finato, 55 anos, decidiu montar um aquecedor ecológico utilizando garrafas pet e caixas tetra pak. Ao ver o projeto na internet, Finato imediatamente imprimiu uma cópia e começou a trabalhar. O sistema é montado com o encaixe de garrafas umas nas outras com o cano passando por dentro delas. Para manter a temperatura, as pets são forradas internamente com pedaços de tetra pak. Expostas ao sol, a água aquecida sobe pelos canos até o reservatório. O aposentado colocou o aquecedor no telhado da casa, mas afirma que o sistema ainda está passando por ajustes. “A água realmente aquece bastante, mas tive problemas com a cola que prende os canos nas garrafas, em função do calor ela se desprende, agora comprei adaptadores” afirma. Funcionário aposentado do Ibama, Finato acredita que o modelo poderia  ser seguido por outras pessoas como forma de economia e também por ser uma alternativa de energia que não agride ao meio ambiente.

Fogão com dupla utilidade
Outro modelo para aquecimento de água sem a utilização de energia elétrica foi adotado na Reserva Maragato. Quando grandes grupos de pesquisadores e estudantes ficam hospedados no local, o mesmo fogo utilizado para fazer as refeições no fogão a lenha, serve também para esquentar a água que abastece os chuveiros e torneiras nos banheiros. O modelo funciona através de uma caldeira com serpentina. Depois de aquecida pela tubulação, a água sobe para o reservatório, com capacidade de aproximadamente mil litros. Administrador da Reserva, Rogério Benvegnu Guedes, faz questão de destacar que a lenha usada no fogão é proveniente de eucaliptos retirados de uma área que está fora da reserva. “Na verdade estamos fazendo essa retirada para ampliarmos a área da reserva. Com aproximadamente três horas de fogo, a água consegue atingir uma temperatura ideal. É uma economia significativa, além de evitarmos o uso de energia elétrica” explica. A Reserva Maragato recebe mensalmente aproximadamente 250 estudiosos e alunos para palestras e trilhas ecológicas.

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