Produção e consumo consciente em foco no município

A Feira Regional da Economia Solidária e Mostra da Biodiversidade acontece de 24 a 27 de outubro, no Passo Fundo Shopping

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Definida como uma maneira alternativa de se relacionar com a economia, o conceito de economia solidária baseia-se numa proposta de estímulo a práticas de produção e consumo mais conscientes e sustentáveis. Em Passo Fundo, a pauta retoma força a partir desta quinta-feira (24), quando o Passo Fundo Shopping abre as portas para receber a 18ª edição da Feira Regional da Economia Solidária (Fresol) e a Mostra da Biodiversidade. O evento acontece de 24 a 27 de outubro, das 10h às 22h, no estacionamento coberto do empreendimento. A entrada é gratuita. A feira contará com aproximadamente 80 expositores da região, comercializando desde artesanatos e produtos advindos da agricultura familiar, até cosméticos e serviços como massoterapia.

 

Quem passeia pelo evento pode se deixar surpreender, por exemplo, pelos sabores de alimentos fabricados a partir de frutas nativas do Rio Grande do Sul, os aromas de cosméticos feitos com insumos orgânicos, as cores de crochês confeccionados por artesãos locais e a variedade de plantas bioativas expostas em parceria com a Emater/RS. “São diversos produtos artesanais e, cada um deles, tem um diferencial. Há sempre um artesão empreendendo por trás da sua identidade. Pessoas que respeitam o consumidor e prezam pelo reaproveitamento de produtos que já foram retirados da natureza, evitando a exploração desnecessária dos recursos naturais. Então, é uma alternativa de produção de bens e serviços muito mais responsável com o meio-ambiente e o desenvolvimento sustentável”, explica o coordenador da Fresol, Ademar Marques.

 

Sobre as novidades nos estandes, Ademar adianta somente que em todas as edições os pequenos produtores lançam novos produtos. Ele garante, também, que todos eles ligam-se de fato ao conceito de economia solidária. “Quando recebemos novos interessados em participar da feira, nós verificamos se aquele comerciante respeita a identidade e a proposta do nosso evento. Não basta vir e vender, se fosse assim seria uma feira multiuso ou uma feira de negócios como qualquer outra. A responsabilidade com a questão ambiental é um fator muito importante para nós”, salienta.

 

Movimentação da economia

 

Outra característica da feira, segundo Ademar, é a construção de uma rede de apoio entre os colegas que integram a causa. “As trocas que acontecem neste ambiente são próprias do conceito de economia solidária. Essa alternativa prima muito pelo fortalecimento das trocas interpessoais e não somente o lucro individual, como é o caso da economia tradicional, que estimula a concorrência. Aqui, existem competências e existem trocas. Você compartilha essas experiências. Há uma troca de conhecimentos, de produtos e de tecnologia”, comenta.

 

Embora o conceito possa soar como novidade para os ouvidos de muitas pessoas, o coordenador da Fresol comenta que, hoje, a cadeia de produção regional conta com mais de 500 famílias ligadas à rede de economia solidária, número que mal chegava a 30 nos anos 2000. “Dá para perceber o quanto ela tem crescido gradativamente e isso ajuda a movimentar todos os setores da economia local: não somente para as famílias que dependem da renda obtida com a venda desses produtos, mas também pela geração de empregos diretos e indiretos. Quando as pessoas compram da economia solidária, elas também consomem produtos que vêm da economia tradicional”, aponta. Segundo Ademar, essa reação em cadeia acontece porque, muitas vezes, para poder confeccionar suas próprias peças, os produtores precisam complementar o uso de produtos reutilizados com itens adquiridos da economia tradicional, como linhas, agulhas e tintas.

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