OPINIÃO

Promessas e contradições

Por
· 3 min de leitura

Notamos que você gosta de ler nossas matérias.

Você já leu várias nas últimas horas, para continuar lendo gratuitamente, crie sua conta.

Ter uma Conta ON te da várias vantagens como:

  • Ler matérias sem limite;
  • Marcar matérias como lida;
  • Conteúdo inteligente.
Criar contaAcessar
Você prefere ouvir essa matéria?

Durante a campanha presidencial de 2014, o Partido dos Trabalhadores (PT), protocolou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), diretrizes como seu plano de governo. Com início da campanha eleitoral a então presidente candidata à reeleição Dilma Roussef em uma entrevista, afirmou que não precisava de um plano de governo extenso, pois o plano de governo era as realizações do atual governo (2011-2014).

O contexto histórico ajudará a entender o atual momento vivido no Brasil, foi em 01 de julho de 2001, no penúltimo ano do governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), os consumidores tiveram que cortar voluntariamente 20% do consumo de eletricidade, caso contrário, teriam um aumento no valor da energia. Segundo o plano, quem consumisse até 100 quilowatts/hora por mês (30% dos lares brasileiros) não precisaria economizar nada. Acima dessa faixa, a redução era obrigatória e os que não aderissem ao pacote corriam o risco de ter a luz cortada - por três dias na primeira infração, e seis dias em caso de reincidência. O governo ainda impôs uma sobretaxa às contas de energia que fossem superiores a 200 quilowatts/hora por mês, pagando 50% a mais sobre o que excedesse a este patamar. Haveria uma segunda sobretaxa, de 200%, para as contas acima de 500 quilowatts. (Estadão; Folha de São Paulo)
A crise energética de 2001, foi um dos principais fatores que impulsionaram a candidatura do então candidato Lula do PT. Naquela época enquanto o governo FHC culpava o chuveiro pelo grande pico de consumo de energia elétrica as 19 horas e, é claro São Pedro que não deixava chover, o candidato de oposição Lula, culpava o governo pela falta de planejamento.

Em 2003, depois de quase duas décadas sob o comando de políticos ligados ao grupo de Antônio Carlos Magalhães (ACM) do Partido da Frente Liberal (PFL), Lula nomeou como Ministra de Minas e Energia Dilma Roussef, considerada pelo mercado como técnica e competente, e com a promessa que o Brasil nunca mais iria sofrer um apagão.
O fato é que o brasileiro aprendeu a economizar energia elétrica durante o apagão de 2001, tanto nas residências quanto nas empresas, sendo que vários projetos de interligação do sistema elétrico nacional foram realizados, bem como a autorização para o início das obras do complexo hidroelétrico do Rio Madeira, com certeza as maiores obras de engenharia para geração de energia elétrica do país, depois de Itaipu.

Com a eclosão do escândalo do mensalão o Ministro da Casa Civil, José Dirceu foi apeado do cargo e do poder e para seu lugar foi nomeada Dilma Roussef, que mais tarde seria considerada a mãe do PAC (programa de aceleração do crescimento) e consequente a grande gestora que faria o Brasil crescer e avançar nas reformas.Pois bem, quase 14 anos do apagão do governo FHC, temos o apagão do PT e do governo Dilma, hoje o governo não admite racionamento, incentiva o consumo. Então, o que mudou de 2001 para 2015? Tudo e nada.

Tudo porque quem comando o governo é Dilma Roussef, ela só apareceu para anunciar a redução de 20% na tarifa de energia em 2012, e sumiu para não explicar para a população o motivo de ter que reajustar em até 55% as contas de energia elétrica em 2015. Nada mudou, porque segundo o governo São Pedro fechou as torneiras do céu não deixando chover e o vilão de hoje é o ar condicionado com pico de consumo às 15 horas. Seria correto afirmar, que se a Presidente Dilma tivesse dito que faria tudo o que está fazendo para corrigir os rumos da economia durante a campanha certamente o povo não votaria nela, talvez pelo simples motivo de que poucos querem escutar a verdade, Dilma foi eleita democraticamente, essa decisão precisa ser respeitada.

As promessas de Dilma candidata são as contradições da Presidente Dilma. Durante a campanha afirmava que tudo no Brasil estava bem, que não tínhamos problemas com a contabilidade criativa, que o governo não intervia para não aumentar os preços controlados e que o Brasil não passaria por nenhuma crise. A Presidente Dilma, criou critérios para o acesso ao Financiamento Estudantil (FIES), aumentou as alíquotas da CIDE e PIS; elevou os juros dos financiamentos para pessoas físicas e habitacionais; cortou direitos dos trabalhadores. Afinal, quais serão as próximas promessas e contradições da Presidente Dilma?

Gostou? Compartilhe