Revolução no modo de aprender e ensinar

Neuroeducação foi o assunto da Aula Magna da UPF. Instituições abriu o ano letivo nesta quinta-feira

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· 2 min de leitura
Aula Magna reuniu professores e diretores da UPF na quarta-feira à noite

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O início das atividades letivas da UPF foi marcado pela realização de uma aula magna sobre “Neuroeducação: pressupostos epistêmicos e implicações éticas”, abordado pelo doutor em Filosofia, professor da Universidade Federal de Santa Catarina, Dr. Darlei Dall’Agnol. O encontro foi promovido pela Reitoria e teve como abordagem os desafios colocados às universidades enquanto promotoras da construção do conhecimento considerando os avanços da neurociência. Os estudos a respeito do funcionamento do cérebro impactam diretamente, dentre outras áreas, na educação, e, por consequência, nos processos formativos que se desenvolvem nas instituições de ensino considerando os aspectos cognitivos, emocionais, éticos e sociais envolvidos na construção do conhecimento e na formação humana. 

 

O palestrante do evento, professor Dr. Darlei Dall’Agnol, da Universidade Federal de Santa Catarina, falou sobre “Neuroeducação: pressupostos epistêmicos e implicações éticas”. Ele explicou que a neurociência é uma ciência recente e estuda o sistema nervoso central. Durante o encontro, ele ressaltou um subdomínio da neurociência, chamada neurociência cognitiva, que estuda o modo como as pessoas aprendem. Segundo o palestrante, ela tem feito revelações importantíssimas, que, diante da situação atual da produção do conhecimento, estão fazendo com que as universidades repensem o seu papel e façam com que cada professor também repense o modo como se educa pessoas. “O conhecimento está se disseminando e as pessoas estão aprendendo diretamente das fontes da internet. A universidade não pode mais competir e se manter presa no ensino tradicional”, ressaltou Dall’Agnol.

 

O professor enfatizou que a universidade precisa se inovar e fazer com que os docentes ensinem levando em consideração as descobertas da neurociência. “A grosso modo, a grande revolução que me refiro é transitar de um ‘saber que’ para um ‘saber como’. Isso significa transitar de uma mera transmissão de teorias e hipóteses científicas, para o cultivo de habilidades. Habilidades de pesquisa, de aprender, como aprender, e assim por diante”, revelou o palestrante, que também é doutor em Filosofia pela Universidade de Bristol, Inglaterra, e pós-doutor em Metaética pela Universidade de Michigan, Estados Unidos.

 

A reitora da UPF, professora Dra. Bernadete Maria Dalmolin, deu as boas-vindas e ressaltou a importância do tema abordado. De acordo com a reitora, o início de um novo semestre é o momento de olhar para o futuro e de se questionar sobre o que significa educar (ou ensinar) hoje. “Como é possível atender aos anseios da sociedade que espera como resultado do nosso trabalho a formação de pessoas competentes, com espírito crítico e inovador, capazes de agir criativa e colaborativamente frente às prementes demandas herdadas do passado e às exigências do futuro?”, refletiu. 

 

Ainda segundo Bernadete, a UPF tem o firme propósito de, neste ano, investir mais e mais na qualidade educativa. “Isso inclui refletir na e sobre a prática pedagógica, compreender os problemas do ensino, analisar os currículos, reconhecer a influência dos materiais didáticos nas escolhas pedagógicas, socializar as construções e trocas de experiências, de modo a avançar em direção a novas aprendizagens, num constante exercício de prática reflexiva, colaborativa e coletiva, mobilizando a todos para continuarem aprendendo nos diferentes contextos e situações”, destacou. 

 

Sou UPF Professor
A Aula Magna também foi o momento escolhido para o lançamento do aplicativo Sou UPF Professor, que tem como objetivo oferecer aos professores da Universidade a possibilidade de uso de uma ferramenta que agilize e facilite o trabalho docente. Integrado aos sistemas da Instituição, o aplicativo permite o acesso rápido, via smartphones e tablets, a diversas informações importantes. A partir desta quinta-feira, dia 21 de fevereiro, quando o aplicativo estará disponível para download, os professores terão à sua disposição recursos como o registro de frequência e conteúdo das aulas; adição e disponibilização de material de apoio; registro de notas das avaliações do semestre; acesso ao plano de ensino (pdf); feed de notícias UPF; entre outros.

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