Superlotação na Emergência do HSVP restringe atendimentos

Decisão foi tomada em razão do grande número de pacientes que buscou a unidade nos últimos dias. Medida já reflete nos CAIS da cidade

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· 2 min de leitura
Com os 32 leitos da Emergência ocupados, a equipe médica precisou atender outros nove pacientes em macas e mais cinco receberam medicação sentados

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A Emergência do Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) suspendeu a realização de consultas por tempo indeterminado. Conforme nota enviada à imprensa pela direção hospitalar, a medida foi tomada devido a superlotação de pacientes na manhã desta segunda-feira (20). Uma outra suspensão já havia ocorrido em outubro de 2018 pelo mesmo motivo. 

 

- Nossa demanda teve um aumento significativo nesse final de semana e estamos com os nossos 32 leitos lotados. Além disso, estamos com mais nove pacientes deitados em macas e mais cinco estão recebendo atendimento sentados. Na Emergência Pediátrica estamos com uma criança a mais do que podemos atender e outras 10 estão em observação. Então, é a falta de espaço físico que nos levou a tomar essa medida - explica Cristine Pilati, vice-diretora técnica médica.


Por conta disso, a direção do HSVP solicita a população passo-fundense que busque atendimento na Emergência somente em situações de urgência e emergência. "Quando o paciente puder esperar por 48 horas, pedimos que ele nos procure somente após esse prazo, pois não temos lugar para atender os sintomas mais leves e nossa predileção sempre será pelos casos mais graves, como acidentes e infartos. Saliento também que Emergência não é local para realizar troca de receita, entretanto, temos um número significativo de pessoas que vem até nós para isso. A partir de agora estamos pedindo que elas realizem suas trocas em outros locais, pois não haverá atendimento para esse público", complementa Cristine. Por dia, a Emergência do HSVP realiza cerca de 250 consultas.


O grande número de acidentes de trânsito registrados na região no final de semana aliado a chegada do inverno são fatores que podem explicar a superlotação da Emergência do HSVP. Nesse contexto, vale lembrar, que a Emergência do Hospital de Clínicas de Passo Fundo (HCPF) está passando por um período de reformas e, por conta de uma realocação de espaço, também está priorizando somente os atendimentos mais graves, recomendando aos pacientes que realizem suas consultas em outros locais da rede.


Orientação da secretaria de saúde
A secretária municipal de saúde, Carla Gonçalves, reitera que as emergências dos hospitais têm o compromisso de triar as pessoas que procuram atendimento, sendo prioridade aquelas que são classificadas com as cores vermelho, laranja e amarelo. Já as pessoas classificadas como verde e azul são reguladas via teleagendamento para atendimento na rede de atenção básica do município.


"Pacientes crônicos sem complicações e as situações de problemas de saúde leves, devem procurar a unidade de saúde mais próxima de sua casa. Se após avaliação dos profissionais das unidades de saúde for identificada a necessidade de encaminhar para outro serviço, a própria unidade fará o contato com o serviço de referência. Os médicos da atenção básica também estão atendendo os pacientes por demanda espontânea que chegam nas unidades, tanto adultos quanto crianças", finaliza a secretária.


Atendimento nos CAIS
Diante dessa situação, a reportagem de O Nacional contatou os Centros de Atenção Integral à Saúde (CAIS) para saber se houve aumento na procura por consultas. No CAIS Vila Luiza, no CAIS São Cristóvão e no CAIS Petrópolis, a movimentação nesta segunda-feira se manteve semelhante a de outros dias comuns. No CAIS Boqueirão, no entanto, a enfermeira Beth Sabadin cita que a procura por atendimento está mais intensa desde a semana passada, quando o HCPS passou a recomendar aos pacientes que realizem consultas nos CAIS. O fechamento da Emergência do HSVP para consultas, ontem, fez com que a demanda aumentasse ainda mais. "Com a reforma do HCPF e a superlotação do HSVP, já contabilizamos um aumento de 30% no número de pacientes. Para evitarmos superlotação aqui, quando é possível, estamos reencaminhando pacientes para que sejam tratados através da Estratégia Saúde da Família (ESF) em seus bairros. Isso evita a formação de filas conosco e desafoga o nosso trabalho", pontua.

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