OPINIÃO

Teclando

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Lei Falcão I
Nas reminiscências da exceção, os excessos produziram verdadeiras pérolas. Uma delas foi a Lei Falcão, de 1976, à época em que Armando Falcão era o ministro da Justiça. Foi uma norma que vigorou até 1985, determinando como era a propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Os candidatos não podiam falar e não era permitida a utilização de música cantada. Na TV aparecia somente uma fotografia do postulante com seu número e partido. O áudio tinha apenas uma locução em off , apresentando um breve currículo do candidato a vereador, prefeito, deputado, senador e, depois, governador. Praticamente a mesma gravação era utilizada nos programas de rádio. A lei Falcão teria surgido após uma piada irônica do deputado gaúcho Getúlio Dias, ao vivo, durante a campanha de 1974. O formato dos programas eleitorais irritou candidatos, provocou muitas piadas, mas, em alguns casos, também protegeu os nossos ouvidos de muitas asneiras.

Lei Falcão II
Em 1982 tivemos a última campanha dentro das exigências da Lei Falcão. Foi, simultaneamente, em níveis municipal e estadual. A gravação e montagem dos programas eram exaustivas. O do PDT, produzido por Argeu Santarém, foi gravado nos estúdios da Planalto com a maestria técnica de Pedro Martins Dóro. Ao microfone o revezamento dos locutores Telmo Camargo, Flávio Caetano e eu. No currículo dos candidatos predominava a expressão ex. Tinha ex-síndico, ex-escoteiro, enfim, ex-tudo. A maior dificuldade era acertar o mesmo tempo para cada candidato. Muitas vezes o Santarém era obrigado e refazer os currículos. Numa dessas, nos entregou uma folha com um novo texto. Gravação em andamento e no meio da apresentação de conhecido candidato acabamos lendo o termo “ex-telionatário”... Foi difícil continuar gravando depois de tantas gargalhadas.

Bacalhau
Quaresma é um tempo de recolhimento e traz algumas penitências. Uma delas é não comer carne vermelha na Sexta-feira Santa. A tradição católica dos portugueses colocou o bacalhau à mesa dos brasileiros. Por muitos anos, era quase uma imposição. Algumas crianças, que eram obrigadas a comer, até detestavam o bacalhau. Mas o famoso peixe norueguês foi a além da Sexta-feira Santa, ganhou requinte e tornou-se iguaria. E, claro, também ficou bem mais caro. Hoje é oferecido nas mais variadas receitas e referencia os bons cardápios. A verdade é que a Sexta-feira Santa lembra bacalhau. Uma delícia de penitência.

Ronaldo
Ronaldo Bonfante não está mais no Sesi de Passo Fundo. Recordo quando, lá por 1993 ou 1994, ele visitou pela primeira vez O Nacional. Chegou bem acanhado e com muita simplicidade, trazendo informações sobre as atividades esportivas do Sesi. Foi com essa mesma simplicidade, que Ronaldo manteve um bom vínculo com a mídia durante todos esses anos para divulgar as realizações do Sesi. Aliás, essas tradicionais competições das indústrias sempre primaram pela boa organização. Ronaldo, com seu jeitão agregador, fará muita falta para os industriários de Passo Fundo.

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Trilha sonora
De Simon & Garfunkel, a música que marcou no clássico The Graduate (A Primeira Noite de um Homem) em 1968. Na voz da belga Dana Winner: The Sound Of Silence
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http://migre.me/wmiD9

 

 

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