OPINIÃO

Teclando

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Como era inofensivo o nosso Orkut

Uma tarde destas, conversamos na redação sobre o Orkut. Os mais novinhos riram educadamente. Mas logo a galerinha caiu de pau, com olhares de superioridade informatizada. Porém, confesso, para mim foi uma boa recordação. Ora, já usei telefone à manivela, recebi telegramas decifrados do código Morse e fiz transmissões de rádio em ondas curtas SSB. Então, assim, fica mais fácil a leitura da evolução tecnológica. Depois dos computadores pessoais, houve uma inversão de valores na comunicação entre os humanos. A cada dia, conversamos menos e digitamos mais. A primeira plataforma desse novo modus vivendi foi o bom e até hoje prestativo e-mail. Depois chegaram as denominadas redes sociais que, por esfriarem as relações humanas, estão mais para antissociais ou, ainda, perigosas redes de intrigas. O Orkut foi a primeira proposta para reencontrar amigos, formar grupos e manter contato. E funcionava muito bem. Em comparação com o Facebook ou WhatsApps era muito espartano e praticamente sem recursos multimídia. Certamente, a grande vantagem do singelo Orkut foi escapar das fake news e não ter se prestado à criminosa utilização em manipulações políticas. Assim, em sua curta existência, o Orkut teve conduta exemplar e não abriu espaço para a insanidade. Saudades do Orkut!


De olho na prateleira
Sempre tive um fascínio por prateleiras de supermercados. Gosto de observar detalhes nos rótulos, fico de olho nos lançamentos e, claro, nos preços. Como um mesmo produto pode vir nas mais variadas embalagens, basta um simples exercício de regra de três para constatar o que é mais em conta. Mas também devemos ficar atentos às promoções que, muitas vezes, passam despercebidas. Fui comprar um refil de um desengordurante para cozinha de 500ml pelo preço de R$ 10,90. Já estava pegando quando vi, um pouco acima, o original (gatilho mais refil) em promoção por R$ 9,90. Então peguei, mas na prateleira de baixo o mesmo produto estava num combo: refil + gatilho + sachê de 450ml pelos mesmos R$ 9,90. Resumindo: a intensão era pagar 10,90 por um refil 500ml. Acabei levando 950ml e mais um gatilho por 9,90. Graças a atrativapalavinha “grátis”.

 

A volta do gim
Pois não é que o velho gim voltou à moda e ganha holofotes nas mesas e prateleiras dos melhores bares e baladas? O gim, uma antiga bebida destilada, já foi responsável por parcela considerável de baixas no elenco de Hollywood. Com resquícios da fleuma britânica, é o fator relaxante de um drinque consagrado, o Dry Martini. Mas também é conhecido pelo tradicional Gim Tônica. E sabem de onde veio essa mistura? Da Índia, onde os invasores ingleses sofriam com o calor e o combate à malária. O amarguíssimo quinino era o medicamento. Mas ninguém suportava. Então resolveram misturar com água gaseificada. Sim, inventaram a água tônica de quinino. Mas faltou o barato, aquela tonturinha. Certamente, algum inglês mais ligado resolveu misturar com gim. Foi um sucesso. Aliás, continua sendo.

Trilha sonora
A arte é universal. Localizada é a ignorância. Então vamos de Roberta Sá, António Zambujo e Yamandu Costa: Eu Já Não Sei. Use o link https://bit.ly/2Bh8E4K

 

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